sexta-feira, 28 de Outubro de 2011 18:56h Atualizado em 29 de Outubro de 2011 às 06:38h. Flaviane Oliveira

Inventor divinopolitano alega que foi plagiado

Inventor de Divinópolis alega ter desenvolvido uma lata que vira copo, porém, no início do ano uma das maiores companhias de bebida do país fez o lançamento do mesmo produto. Longe de chegar a um acordo

Uma lata que vira copo, essa é a invenção que Douglas Montenegro diz ter desenvolvido em Divinópolis. Porém, no início do ano a Companhia de Bebidas das Américas (AmBev) fez o lançamento do mesmo invento nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo. As discussões ainda não estão nem perto de chegar ao fim e caso não seja firmado um acordo pacífico, o advogado do inventor promete entrar na justiça para esclarecer a situação e garantir os créditos e direitos de seu cliente.


A latinha que vira copo, segundo o inventor, tem suas vantagens, “O fato da lata virar copo facilita a ingestão das bebidas, como as pessoas não têm de abrir a lata com aquele anelzinho e sim usufruir deste novo dispositivo que proporciona maior segurança e praticidade, já que a lata poderá ser reutilizada”, explica Montenegro. Douglas avalia que as latas vendidas hoje são prejudiciais ao meio ambiente, uma vez que induzem um maior consumo de copos descartáveis.

 

 

PROJETO


O inventor conta que a ideia da lata copo surgiu há dois anos e foi oficializada em 2010. Douglas relata que a Ambev recebeu há seis meses layout e proposta da funcionalidade do invento/produto “lata copo” e hoje faz uso do invento em fase de teste no Rio de Janeiro e São Paulo. Há alguns meses a lata foi lançada por meio de grande campanha publicitária em alusão ao casamento real inglês.


Quando questionado sobre o fato de que a AmBev alega que tem a patente regularizada, Douglas declara que “A empresa diz que a patente é dela, mas não tem os papeis e os registros e não apresentou nenhuma defesa concreta sobre isso, sendo que nós temos todos os registros em cartório, títulos, patente e nossos documentos são oficiais” protesta.

 

JURÍDICO


O advogado Marcelo Souza Alves que trabalha nessa causa, junto ao inventor, fala dos esforços realizados para o reconhecimento da empresa em relação ao inventor da lata, “A gente entrou em contato com o jurídico da AmBev, fizemos um chamado extrajudicial para verificar a viabilidade de um acordo e até o momento eles se mantiveram inertes” explica.


Caso a empresa não se manifeste sobre a questão, o advogado de Douglas seguirá adiante na resolução da causa, “No caso da entrada do produto em Minas Gerais em outros estados, além de Rio de Janeiro e São Paulo, nós vamos entrar com uma liminar para proibir a produção dessas latas e a distribuição delas também. Em caso de distribuição de São Paulo e Rio, nós vamos pedir também uma ação de obrigação de dar e fazer que é a entrega do volume de produção e pagamento de royalties devidos ao inventor. Porque o órgão específico para registro de patentes no Brasil é o INPI e não houve nenhuma oposição ao pedido feito em janeiro pelo meu cliente” defende.

 

 

AMBEV


A reportagem entrou em contato com a AmBev para ter um posicionamento quanto a patente da lata e o lançamento do produto e também as alegações do inventor divinopolitano. Segundo a assessoria de comunicação da empresa, “a AmBev esclarece que a patente da lata "Copaço" foi desenvolvida e protegida, nacional e internacionalmente, pelo seu fornecedor, com quem a mesma mantém contrato de exclusividade para exploração da tecnologia no Brasil”.
 

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