quarta-feira, 10 de Junho de 2015 10:19h Atualizado em 10 de Junho de 2015 às 10:21h. Pollyanna Martins

Lagoa do Sidil continua tomada por aguapés

Local não recebe manutenção há anos e o mau cheiro toma conta da região

A lagoa do bairro Sidil continua agonizando em meio aos aguapés. Há anos o local não recebe manutenção da Prefeitura que, em 2013, prometeu promover a limpeza em parceria com uma siderúrgica da cidade. O então secretário municipal de Meio Ambiente e Políticas Urbanas João Luís de Oliveira, afirmou na ocasião que tudo estava sendo feio dentro dos procedimentos legais e com autorização. Na época, foi levada uma máquina para fazer a limpeza da lagoa e, até hoje, o equipamento está abandonado.
No ano passado, após os aguapés tomarem o Rio Itapecerica, parte do Rio Pará e a Lagoa do Sidil, a Prefeitura informou que a limpeza começaria em maio, o que não foi cumprido. Na edição do dia 8 de abril do ano passado, a diretora de Meio Ambiente, Silvia Ribeiro, afirmou que além da limpeza, a máquina tão logo seria retirada pela siderúrgica, o que também não ocorreu. “A máquina que está na lagoa não é do município, foi cedida pela siderúrgica. Eu tive a informação de que ela vai voltar a funcionar. A limpeza também será realizada em meados do mês de maio”, garantiu.
Após um ano de promessas feitas, nossa reportagem esteve no local ontem, e a situação é a mesma. Os aguapés e a máquina estão onde sempre estiveram. O aguapé, também conhecido como baronesa, é um vegetal aquático encontrado em lagos, rios e represas. A planta serve de habitat para microorganismos ou refúgio para peixes. Mas  quando elas se reproduzem excessivamente viram um problema, pois a grande quantidade da planta passa a ser um impacto negativo para a lagoa e para a saúde dos moradores.
Após insistentes reclamações dos moradores, desde que a lagoa se tornou um problema, em meados de 2011, o local foi limpo em junho de 2013, quando foram retiradas do local mais de 500 toneladas de impurezas. Apesar de a Lagoa do Sidil ser definida como uma Área Especial Localizada (AEL), por meio da lei complementar nº 169/2014, que estabelece o Plano Diretor do município, nada foi feito.

 

PREFEITURA
Em nota, a Prefeitura de Divinópolis informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que “a Lagoa do Sidil foi incluída no Plano Diretor. Um diagnóstico começou a ser realizado para delimitar o perímetro da lagoa e definir a proposta de recuperação”. Sobre a máquina abandonada no local, a Prefeitura não se manifestou, por se tratar de um equipamento de uma empresa privada.

 

Crédito: Pollyanna Martins

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