quarta-feira, 18 de Março de 2015 10:10h Atualizado em 18 de Março de 2015 às 10:17h. Lorena Silva

Levantamento revela alto risco de epidemia de Dengue em Divinópolis

Em dois meses, infestação do mosquito Aedes aegypti passou de 3,8% para 5,1%

Em dois meses, o índice de infestação do mosquito Aedes aegypti, em Divinópolis, passou de 3,8% para 5,1% - o que coloca a maioria das regiões do município em alto risco de epidemia. O dado foi apresentado pela Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), que divulgou na última segunda-feira os resultados do segundo Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (Liraa).
De acordo com a Semusa, até a última quarta-feira (11), eram 90 as notificações de casos suspeitos de Dengue, 66,7% maior do que o registrado na primeira semana de março.  Apesar do crescimento, se comparado ao mesmo período de 2014, o número é 85% menor. Ainda de acordo com o Liraa, o índice do mosquito Aedes albopictus, transmissor da Febre Chikungunya, foi de 0,5% - sendo que no primeiro levantamento era de 0,2%.

 

POR REGIÕES
Cinco das seis regiões avaliadas pelo levantamento foram classificados como alto risco e uma com médio risco de infestação do mosquito. As regiões Nordeste, Central e Norte – que são compostas por bairros como Niterói, Icaraí, Centro, Sidil, Bom Pastor e Santa Clara – apresentaram, respectivamente, índice de infestação de 7,42 %, 7,22% e 7,09%. O preconizado pelo Ministério da Saúde é um índice de infestação menor que 1%.
“A situação de Divinópolis é alarmante. Em dois meses saímos de um estado de atenção para alto risco de epidemia de dengue. É necessário que todos, governo e população, redobrem os esforços no combate ao mosquito transmissor da dengue”, alerta a diretora de Vigilância em Saúde, Celina Pires. De acordo com o levantamento, em 93% dos casos, os focos do mosquito estão dentro das residências – como em bebedouro de animais, vasos de plantas, latas, pneus e tanques.

 

AUXÍLIO DA POPULAÇÃO
Além de pedir o auxílio da população no combate à doença, a Semusa esclarece que vai intensificar as ações de orientação e informação. Em paralelo, os agentes do combate à Dengue irão realizar ações preventivas nas regiões em que o índice de infestação foi maior e os fiscais de saúde irão notificar os responsáveis pelos locais onde os focos foram encontrados.
“Se não houver uma adesão ainda maior da população todo o trabalho da Semusa fica comprometido. Dez minutos retirados por semana para averiguar se há existência de focos dentro de casa, nos quintais e jardins já são importantes para combater o mosquito e eliminar o risco de uma nova epidemia”, conclui Celina.

 

Crédito: Lorena Silva

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