terça-feira, 13 de Janeiro de 2015 09:06h Atualizado em 13 de Janeiro de 2015 às 09:09h. Lorena Silva

Levantamento revela risco de epidemia de Dengue em Divinópolis

Índice de infestação de Aedes aegypti é de 3,8% em Divinópolis, enquanto Ministério recomenda que seja abaixo de 1%

O índice médio de 3,8% de infestação do mosquito Aedes aegypti – transmissor da Dengue e da Febre Chikungunya – constatado no último Levantamento de Índice Rápido de Aedes aegypti (Liraa) realizado em Divinópolis, revelou situação de médio risco de epidemia de Dengue no município, condição considerada pela Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) como alarmante. O recomendado pelo Ministério da Saúde é que esse índice seja menor que 1%.
Os dados foram apresentados esta semana pela Diretoria de Vigilância em Saúde da Semusa. Realizado entre os dias 5 e 9 de janeiro, além da análise do Aedes aegypti, o levantamento ainda avaliou o índice de infestação do Aedes albopictus – também transmissor da Febre Chikungunya – tanto de forma geral no município quanto separado por regiões.
A análise também teve como objetivo determinar quais são os recipientes utilizados predominantemente pelos mosquitos para o seu desenvolvimento para, com o resultado, buscar possibilidades para seu controle. Durante uma semana foram visitados 4.810 imóveis. Em comparação com o mesmo período de 2014, houve um aumento de 0,6% em relação ao índice de infestação.

 

 

RESULTADO POR REGIÕES
Pela avaliação separada por regiões foi verificado que a região Nordeste, que é composta por bairros como o Niterói, Danilo Passos e Espírito Santo, teve índice de 6,16%. Na região Norte, onde estão os bairros Afonso Pena, Santa Clara e Bom Pastor, o índice foi de 4,89%. Já a região Central da cidade, que contempla além do Centro, bairros como Sidil e Porto Velho, o índice foi de 4,69%.
Também em situação de alto risco de epidemia estão as regiões Sudeste, com índice de 3,35% e Oeste, com 2,31%. Na Sudoeste, com índice de 1,13%, a situação é de médio risco, conforme as autoridades de saúde. De acordo com a análise, o índice de infestação do Aedes albopictus foi de 0,2%.

 

 

FOCOS
Conforme divulgado pelo levantamento, 95,08% dos focos do mosquito foram encontrados dentro das residências e 4,92% em lotes vagos, o que indica a constante necessidade de que a população participe de maneira mais efetiva no controle do mosquito. Entre os locais onde foram encontrados focos do mosquito, 27,9% são considerados depósitos fixos, como sanitários em desuso, lajes, calhas, piscinas, ralos, caixas de passagem e fontes ornamentais, que podem ser mantidos limpos, clorados ou desentupidos.
Os considerados depósitos móveis totalizaram 26,4% dos materiais encontrados e são, em sua maioria, vasos de planta e bebedouros de animais, que devem ser lavados pelo menos uma vez por semana, passando uma bucha nas paredes para retirada dos ovos do transmissor. “Isso é uma situação que preocupa devido ao fato de serem reservatórios que a própria população poderia ter eliminado. O morador tem que nos ajudar nesse combate”, alerta o coordenador de Vigilância em Saúde Ambiental, Juliano Cunha.
O coordenador lembra que o município vai continuar com as ações que foram desencadeadas no ano passado, como os arrastões de limpeza em casas pré-determinadas pelos agentes de saúde, retirada de materiais em pontos estratégicos e visitas dos agentes com o objetivo de orientar a população sobre os meios de evitar a procriação do mosquito. “A fiscalização irá a esses imóveis onde deu foco positivo do Liraa [para] verificar a situação desses reservatórios. Aqueles que não foram eliminados durante a visita do agente, nós vamos agir de outras maneiras, para que o morador consiga eliminar esse foco”, conclui.

 

Crédito: Lorena Silva

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