segunda-feira, 27 de Abril de 2015 11:33h Atualizado em 27 de Abril de 2015 às 11:36h. Mariana Gonçalves

Lixo descartado incorretamente incomoda população da zona rural

Essa não é a primeira vez que a Gazeta do Oeste noticia situações de falta de educação ambiental, principalmente nas zonas rurais de Divinópolis

No entanto, a quantidade de lixo descartado de forma incorreta nas estradas que dão acesso às comunidades rurais tem incomodado a população e, por este motivo, novamente o assunto é alvo de reclamação. O local denunciado dessa vez é a estrada próxima ao acesso da Olaria, que também liga a Ermida.
Sem lixeira os resíduos têm sido deixados no chão. Alguns em sacos plásticos e outros simplesmente descartados a céu aberto. O local se parece com um bota-fora – o que por lei também é classificado como atitude ilegal.
O que chamou a atenção foi o fato de que além de resíduos domésticos estão jogados lá restos de materiais de construção e até animais mortos, como um cachorro. Outro grande problema é a quantidade de vasilhames de plástico descartados na via. Esse material se transforma em possíveis criadouros de mosquitos da dengue, representando um perigo para a comunidade.
De acordo com o secretário municipal de Agronegócios, Paulo Marius, a situação já é de conhecimento da Prefeitura e já são feitas ações constantes de limpeza na zona rural. Para ele, o que tem faltado é a conscientização da população, principalmente dos sitiantes que utilizam a comunidade rural apenas aos fins de semana e feriados. Segundo Paulo, os moradores locais sabem os dias em que o caminhão da coleta seletiva circula pelas comunidades, por isso eles têm o controle de seu lixo. Sendo assim, não são estas pessoas que fazem o descarte incorreto dos resíduos.
O secretário disse ainda que segunda-feira estará na estrada de acesso a Olaria junto à equipe da Viasolo para fazer a limpeza do local. Está prevista também uma mobilização com a população do entorno rural, para que sejam estimuladas ações de conscientização, e ainda fazer com que os moradores rurais entendam a importância da prática da denúncia aos órgãos competentes do meio ambiente.
Paulo explica que se houver por parte dos moradores rurais, o hábito de denunciar quem está cometendo o crime de poluir o meio ambiente logo a ocorrência de episódios assim irão diminuir, pois infelizmente as pessoas só entendem a gravidade de atos desse tipo quando são punidas.

 

CRIME
Quem despeja entulho e lixo contaminado às margens de rodovias ou em outros espaços públicos pode ser enquadrado na Lei dos Crimes Ambientais (9.605/1998). O artigo 54 define como crime: “Causar poluição de qualquer natureza em níveis tais que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana ou provoquem a mortandade de animais ou a destruição significativa da flora”. A lei estabelece pena de um a quatro anos de prisão e multa entre R$ 5 mil e R$ 50 milhões.
A produção de lixo e seu descarte inadequado em locais inapropriados são considerados como principais problemas ambientais, na atualidade. A intensificação das atividades humanas nas cidades tem gerado um acelerado aumento na produção de resíduos sólidos. Esses resíduos, quando dispostos a céu aberto, atraem inúmeras espécies, como bactérias e fungos acompanhados de animais que, estes, são atraídos pelo cheiro da decomposição que se alastra com o vento, ocasionando possíveis riscos à saúde e ao meio ambiente.
Pode-se ainda citar que, quando esses resíduos se acumulam e permanecem por um longo período de tempo no solo, passam a se decompor resultando na produção de chorume. No entanto, o lixo disposto inadequadamente, sem qualquer tratamento, altera suas características físicas, químicas e biológicas, gerando graus de desconforto da população, provocando um impacto na qualidade de vida instituindo-se numa séria ameaça à saúde pública das comunidades próximas.

 

Crédito: Mariana Gonçalves

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