quinta-feira, 12 de Abril de 2012 16:58h Daniel Michelini

Lotes abandonados causam transtorno a moradores do Bairro São Luiz

Segundo residentes da região, locais estão sendo utilizados como “lixões” e pontos de drogas

Um antigo problema ainda causa transtornos e indignação aos moradores do Bairro São Luiz, em Divinópolis. O abandono de vários lotes vagos tem deixado a população da região sofrendo com sérios problemas, desde mau cheiro a doenças como a dengue.

As áreas abandonadas no bairro são inúmeras. Os moradores reclamam da falta de cuidado e até do bom senso dos proprietários e autoridades que não tomam nenhuma providencia quanto ao assunto. De acordo com Maria Helena Barroso, moradora de uma das regiões do bairro que possuem lotes vagos, já houve um abaixo assinado dentre os residentes de uma das ruas para que alguns lotes fossem capinados e cuidados. “Entregamos o documento à prefeitura há quase um ano. Falaram para a gente que iam resolver o problema o mais rápido possível. Mas a situação continua a mesma, com matagal e bichos”, disse Maria. Algumas pessoas das regiões que tem essas áreas abandonadas já sofreram com doenças. Na família de Maria Helena já houve caso de dengue. Ela acredita que seja devido ao lixo acumulado em um dos lotes que fica ao lado de sua casa. “Minha filha já pegou dengue. Quando chove, fica muita água parada no lote, pois tem pneus e vasilhas jogadas dentro deles”.

Outros problemas apontados pelos moradores do bairro São Luiz são o mau cheiro e a visibilidade precárias dos motoristas, pois vários lotes se localizam em esquinas e possuem grandes matagais. Maria Helena frisou que, ás vezes, o mau cheiro é insuportável: “Muitas pessoas jogam entulhos aqui no lote, e isso causa um cheiro horrível. Todo mundo que passa pela rua reclama disso. É muito ruim”, disse a moradora. Um morador que pediu para não ser identificado, disse que sua maior preocupação é quanto às pessoas que andam freqüentando estes locais abandonados. Segundo ele, alguns lotes são usados como ponto de drogas, onde os viciados compram e fazem o consumo de entorpecentes. “Eu mesmo já vi pessoas fumarem maconha dentro dos lotes e saírem como se nada tivesse acontecido”, disse. 

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