sexta-feira, 4 de Setembro de 2015 10:52h

Mais de 1,3 mil crianças não receberam a vacina contra a paralisia infantil

A 36ª Campanha Nacional de Vacinação contra Poliomielite (paralisia infantil), se encerrou no dia 31 de agosto e Divinópolis não atingiu o índice de cobertura vacinal proposto pelo Ministério da Saúde que é de 95%

EM Divinópolis foram vacinadas 83,66%, das 11.568 crianças maiores de seis meses e menores de um ano previstas para campanha. A cobertura vacinal em Divinópolis ficou abaixo da estadual que foi de 84,71%.

A poliomielite é uma doença grave, capaz de acarretar sequelas incapacitantes, podendo, em alguns casos, evoluir para o óbito. As complicações são mais comuns em crianças menores de 05 anos de idade.

O Brasil não registra casos de paralisia Infantil há 26 anos, em decorrência da instituição, a partir de 1980, de campanhas nacionais de vacinação. Através da vacinação das crianças viabiliza-se a proteção individual e de grupo, visto que, após o recebimento da vacina, a criança promove a liberação do vírus vacinal no meio ambiente, ajudando a evitar que o vírus selvagem volte a circular entre a população geral. Para que se evite a reintrodução do vírus causador desta doença, faz-se necessária a manutenção de coberturas vacinais adequadas e homogêneas na rotina e campanhas, garantindo assim, proteção e segurança a todas as crianças e população geral.

Daí a importância dos pais e responsáveis terem levado seus filhos para serem vacinados. Mesmo com o alerta das autoridades de saúde a adesão ficou aquém do recomendado pelo Ministério da Saúde e, de acordo com dados do Setor de Imunização da Diretoria de Vigilância em Saúde da Semusa, estima-se que cerca de 1.310 crianças não receberam a dose da vacina contra a paralisia Infantil, estando vulneráveis a esta doença.

Esta situação de baixa cobertura vacinal cria condições para a reintrodução, no Brasil, do poliovírus causador da doença, expondo toda a população não vacinada ao risco da ocorrência de epidemias, como acontece nos países onde a poliomielite ainda não foi erradicada.

O Setor de Imunização da Semusa enfatiza que a vacina é um direito da criança e cabe aos pais e responsáveis garantir o acesso à prevenção e saúde atendendo aos chamados dos serviços de saúde e levando a criança ao posto de vacinação sempre que for necessário, seja rotina ou campanha.

Àqueles que, por qualquer razão, não tenham participado da Campanha Nacional não levando sua criança para vacinar, fica o alerta para a importância de vacinar as crianças. Só assim será possível aumentar o índice de cobertura vacinal e proteger as crianças dos riscos da paralisia infantil.

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