sexta-feira, 11 de Setembro de 2015 10:54h Atualizado em 11 de Setembro de 2015 às 10:55h. Pollyanna Martins

Mais de 1600 casos de dengue foram registrados em Divinópolis em 2015

Apenas dois casos foram registrados na última semana, mas Semusa faz alerta para o período de chuvas

A Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) divulgou nessa quarta-feira (8) o último balanço dos casos de dengue que foram registrados em Divinópolis. De acordo com o órgão, apenas dois casos foram registrados na última semana, em 2015 já foram confirmados 1606 casos. De acordo com a diretora de vigilância em saúde, Celina Pires, o número não é alarmante, pois o período com maior número de notificações de casos da dengue na cidade foi em abril e maio. “O período em que nós tivemos a maior epidemia já passou, agora o alerta que nós temos que fazer é para a próxima temporada de chuvas, que começou esta semana”, ressalta.
O estudo mostrou ainda, que foram notificados em 2015 mais de 2.400 casos de dengue. Segundo Celina, no mesmo período de 2014, foram notificados mais de 4.500 casos de dengue, o que representa uma redução de 55%. “Nós passamos por um período de seca, agora as chuvas chegaram e vale ressaltar que a população tem que ter os cuidados de sempre, que são: não deixar recipiente que junte água e facilite a reprodução do mosquito”, orienta.
Ainda conforme Celina, hoje a secretaria trabalha no combate do mosquito aedes aegypti, não mais no controle da dengue, pois o mosquito transmite também a febre chikungunya, e febre zica. “O mosquito continua transmitindo a dengue, só que agora transmite também a febre chikungunya e a febre zica, que são doenças que trazem complicações. São doenças que a gente pensa que não são tão graves como a dengue, mas podem trazer grandes prejuízos para as pessoas”, explica.
O estudo apontou também uma média de 200 casos registrados por mês. Entre as regiões com a maior quantidade de casos confirmados de dengue, estão o centro, com 137 casos, Icaraí, com 93, Niterói, com 74 casos e Bom Pastor, com 68. Apesar de ter uma redução significativa no número de casos notificados, a diretora faz um alerta. “Agora os cuidados devem ser diários. Nós já esperamos um aumento no número dos casos, mas ele aumenta ou não, dependendo do que as pessoas estiverem fazendo para que isto não aconteça”, reforça.

 

NOTIFICAÇÕES
A diretora acredita que existam mais casos registrados e notificados do que os que foram mostrados no balanço. De acordo com Celina, muitas pessoas são infectadas pelo mosquito, mas não procuram a unidade de saúde. “É importante que as pessoas procurem as unidades de saúde assim que os sintomas da dengue comecem a aparecer, porque isto faz com que a gente, que controla o vetor do mosquito, possa direcionar ações para o local da suspeita da doença. Se a pessoa notifica a doença em determinado bairro, a gente volta os nossos trabalhos para lá, para poder evitar que a doença naquele local se alastre”, informa.

 

Créditos: Pollyanna Martins

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