quinta-feira, 16 de Abril de 2015 11:44h Mariana Gonçalves

Mais de cem famílias são contempladas com projeto de escritura definitiva

A Prefeitura de Divinópolis, por meio da secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Semds), entregou para 145 famílias o projeto de regulamentação de escrituras dos imóveis de doação

No bairro Jardinópolis foram contempladas 65 famílias, no Quintino 25, no Santa Lúcia e Padre Eustáquio 24, no Grajaú 21 e dez famílias na região do Realengo.
A regularização de áreas urbanas tem por objetivo transferir a propriedade do imóvel às famílias que exercem posse sobre terras municipais sem a escritura do lote registrada em cartório. A diretora de habitação, Liliane Rios Guimarães, explica que foi realizado um mapeamento dos imóveis sem documentação no município, com isso a equipe da prefeitura visitou essas famílias para averiguar a situação em que vivem e se elas realmente se encaixam no perfil das famílias em estado de vulnerabilidade social.
“A pessoas precisaram comprovar que de fato moram no local. Recolhemos os documentos, realizamos buscas nos cartórios, foi um trabalho minucioso. Além de ter sido feita uma avaliação socioeconômica, todas as alterações foram aprovados pelo Conselho Municipal de Habitação”, afirma Liliane. A cerimônia oficial de entrega das escrituras ocorreu ontem na sede da unidade de Divinópolis da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).
O prefeito Vladimir Azevedo estava presente na solenidade e falou sobre a cerimônia. “Nesta primeira etapa [do projeto] tem famílias que esperam até 20 anos para receber a escritura do imóvel. Então esse é um momento especial para todos os envolvidos, principalmente aqueles que irão receber a escritura”, disse.

 

ESTUDO
De acordo com o relatório da Situação da População Mundial divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em novembro de 2014, cerca de um terço dos jovens entre dez e 24 anos de todo o mundo vive em situação de vulnerabilidade social.
O Fundo de População indica que os países, especialmente aqueles em desenvolvimento, podem alcançar avanços econômicos e sociais expressivos se investirem no potencial produtivo de seus jovens. O fundo reconhece que “cada vez mais governos estão dedicando maior atenção aos jovens”, mas aponta que milhões deles ainda enfrentam muitos obstáculos, como acesso à instrução formal ou a baixa qualidade do ensino e falta de empregos apropriados.
O fundo calcula que, em regiões em desenvolvimento, cerca de 60% dos jovens não estudam nem trabalham no mercado formal. Além disso, há uma ausência de informação e serviços adequados para garantir o acesso dos adolescentes à orientação e aos cuidados sobre a saúde sexual.

 

Crédito: Mariana Gonçalves

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