quinta-feira, 5 de Fevereiro de 2015 11:59h Atualizado em 5 de Fevereiro de 2015 às 12:02h. Mariana Gonçalves

Mais de cem pessoas são demitidas após siderúrgica encerrar atividades

O baixo capital e as dificuldades para manter em dia o pagamento dos fornecedores e o salário dos funcionários foram fatores determinantes para que a Siderúrgica União

O baixo capital e as dificuldades para manter em dia o pagamento dos fornecedores e o salário dos funcionários foram fatores determinantes para que a Siderúrgica União, localizada na BR-494, sentido Nova Serrana, encerrasse as atividades na última terça-feira. Ao todo, 150 funcionários foram demitidos.
Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Divinópolis e Região, a direção da Siderúrgica União disse ao sindicato que o fechamento se deve ao fato de que a empresa está operando no vermelho. O que está sendo arrecadado não é suficiente para pagar fornecedores e os trabalhadores, e para não ocorrerem atrasos nos pagamentos, a interrupção dos trabalhos foi necessária.
“É uma situação que deixa o sindicato mais uma vez apreensivo e preocupado, porque já estamos tendo demissões a mais tempo, ao longo principalmente da crise econômica que se iniciou em 2008. E isso agora está se aprofundando em nosso país, não está afetando somente o setor metalúrgico, mas em modo geral o país está sendo afetado. Esperamos que se possa reverter essa situação num curto espaço de tempo. É péssimo para nós sabermos que esses 150 pais e mães de família estão desempregados”, diz o Coordenador Político do Sindicato dos Metalúrgicos, Anderson Willian.
Ao que tudo indica, as perspectivas de baixo crescimento econômico feitas por especialistas para esse ano de 2015 parecem se tornar reais. Desde 2013 o setor metalúrgico em Divinópolis já demitiu mais de 2 mil profissionais, enquanto o número de contratações não chega nem a 500.

 

 

ACERTO
A equipe de reportagem da Gazeta do Oeste recebeu a informação de que o Sindicato estaria pressionando os trabalhadores a entrarem com recurso para receber o acerto da Siderúrgica via ação movida pela entidade sindical. Ainda de acordo com as informações que nos foram repassadas, o sindicato esta alegando que, por meio de seu intermédio, o dinheiro ao qual os funcionários têm direito irá sair mais rápido do que se esse trabalhador contratar um advogado particular para ficar à frente do acordo salarial.
Anderson negou que essa situação esteja acontecendo. Nesta semana os trabalhadores se reuniram no sindicato e, segundo Anderson, foi aprovado em assembleia pela maioria dos operários presentes um acordo de pagamento dividido em quatro parcelas, sendo o primeiro pagamento agendado para o dia 12 de fevereiro. “Falei que todos aqueles que quisessem procurar um advogado particular deveriam fazer isso. No entanto, o sindicato não se responsabiliza pelo processo que será feito por esse advogado. Por exemplo, quem entrar com um advogado particular está de fora do acordo que fizemos com a empresa, porque essas pessoas entrarão com uma petição e o advogado é quem irá representar esse trabalhador”, destacou Anderson.
O sindicalista pontuou ainda que tanto o funcionário que estiver sendo representado pelo sindicato quanto pelo advogado particular irá receber seus direitos. “A diferença é que quem estiver com o sindicato já vai começar a receber no dia 12 e quem estiver com um advogado particular terá que esperar a primeira audiência”, afirma.

 

Crédito: Mariana Gonçalves

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