terça-feira, 15 de Dezembro de 2015 08:57h Atualizado em 15 de Dezembro de 2015 às 09:00h. Pollyanna Martins

Mais de dois mil casos de dengue foram notificados este ano em Divinópolis

Aedes Aegypti transmite, além da dengue, a febre Chikungunya e o Zika Vírus

Mais de dois mil casos de dengue foram notificados em Divinópolis até esta segunda-feira (14). Os dados são da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), e destes casos, mais de 1,6 mil foram confirmados. Apesar de estarem 53% abaixo dos casos notificados no mesmo período de 2014, os números preocupam, pois o Aedes aegypti transmite, além da dengue, a Febre Chikungunya e o Zika Vírus, causador da microcefalia em recém-nascidos.
O alerta à população sobre água parada em casa foi feito durante todo ano, mas de acordo com a Diretora de Cigilância em Saúde, Celina Pires, a população parece não dar ouvidos para os alertas do governo. Segundo Celina, desde o início do ano, a secretaria tem um caminhão alugado para, junto com os agentes de saúde, retirar lixos de lotes vagos e de casas da cidade, e com este trabalho, são retiradas toneladas de lixos. “Cada um precisa fazer o seu trabalho. Se cada um tirar 10 minutos na semana para vistoriar o seu imóvel, seja residência, lote ou estabelecimento comercial e verificar as condições propícias para o desenvolvimento do mosquito e eliminar, a gente consegue controlar. O que a gente tem visto no dia-a-dia do trabalho são quintais muito sujos”, detalha.
Os bairros com mais casos notificados em Divinópolis são: o Centro, com 186, Icaraí, com 103, e Serra Verde, com 99. Mas, o caso mais complicado atualmente é na comunidade rural do Choro. Conforme Celina, era erroneamente falado que não existia casos de dengue na zona rural. Na comunidade, foram notificados 77 em nove semanas. “A região do Choro é rural, mas é periurbano, então tem muitos casos de dengue de pessoas que não saem de lá [da comunidade]. Foi feito o trabalho de combate ao vetor, com retirada de recipientes, mas a gente vê que há vários focos na comunidade. Estamos tentando controlar, mas não está dando. Começaram os casos na região central, e agora já estão afastando mais”, explica.

 

LIMPEZA
Ao todo, 96 agentes fazem o trabalho de irem às casas, lotes e estabelecimentos comerciais para verificar os focos do mosquito Aedes aegypti, mas Celina ressalta que o trabalho é em vão se a população não colaborar. “O papel do município a gente está indo atrás de cumprir, principalmente eliminando a possibilidade do desenvolvimento do mosquito, que é retirando os recipientes. O governo sozinho não consegue eliminar essas doenças, a gente precisa que a população cuide do seu quintal”.

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