sábado, 9 de Janeiro de 2016 04:58h Atualizado em 9 de Janeiro de 2016 às 04:59h. Mariana Gonçalves

Mais de noventa agentes da atenção primária irão para as ruas vistoriar os imóveis de Divinópolis

Em todo o país, os olhares da saúde estão voltados principalmente para o combate do mosquito Aedes aegypti

Cada município com auxílio das Regionais de Saúde está criando as suas estratégias de combate ao mosquito transmissor da dengue.
Em Divinópolis, a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), por meio da sua Diretoria de Vigilância em Saúde e Diretoria de Atenção Primária, está capacitando mais de 90 Agentes Comunitários de Saúde (ACS) para atuar nas ruas em conjunto com os agentes de combate à dengue. Essa equipe de reforço atuará em todas as regiões da cidade, nas unidades de saúde, e de forma especial na Estratégia Saúde da Família.
Segundo explica o Supervisor Geral de Endemias, Francis Sousa, os agentes comunitários estão sendo capacitados para reforçar com a população os meios de evitar os criadouros de dengue, eliminando os possíveis focos. “Eles irão mobilizar a população para esse combate. Eles (agentes) trabalharão em suas áreas respectivas áreas de atuação, exatamente para estarem mais envolvidos no combate da dengue”, acrescenta.

 

VISTORIAS

De acordo com a Semusa, o objetivo é que as equipes de ACS ajudem a vistoriar os 113 mil imóveis existentes na cidade. Nos casos em que ocorrerem a necessidade de realizar o tratamento com larvicida ou utilização de bombas costais, este trabalho será realizado pelos agentes de combate à dengue. A meta total desse projeto é vistoriar cerca de 3.500 imóveis por dia, todos serão vistoriados duas vezes num período de 60 dias.

 

MINISTÉRIO DA SAÚDE

Esta iniciativa da Semusa vai de encontro ao que estabelece a Portaria de Nº. 2.121, do Ministério da Saúde, publicada no dia 18 de dezembro último, e que autoriza os municípios a destinarem os ACS para este tipo de ação no combate a dengue.
Entre outras coisas, a portaria estabelece que os agentes discutam e planejem de modo articulado e integrado com as equipes de vigilância ações de controle vetorial e encaminhem os casos identificados como de risco epidemiológico e ambiental para as equipes de endemias, quando não for possível ação sobre o controle de vetores.
Todo esse trabalho tem por finalidade diminuir os casos de dengue e, sobretudo, frear o avanço do Zika Vírus – que vem sendo apontado pelo surto de microcefalia no Brasil – e da Febre Chikungunya. Essas duas doenças ainda não tiveram casos notificados em Divinópolis.
Francis chama a atenção da sociedade para o fundamental papel da população no combate definitivo da dengue. “A parceria da população é muito importante. Tirando dez minutinhos por semana, você faz a vistoria no seu quintal e daí já elimina qualquer reservatório que possa contém água parada. Verifique sempre os bebedouros dos animais, o ralo externo da casa, banheiros em desuso, se a caixa de água está bem vedada. Esses são os principais locais que temos encontrado focos”, destaca o supervisor geral de endemias, frisando ainda que, hoje, o mosquito não transmite somente a dengue. “Tem a Chikungunya e o Zika Vírus – que está tendo relação com a microcefalia, em diversas regiões do Brasil. No município, não temos nenhum dos dois casos registrados, e a nossa força tarefa é exatamente para evitar que chegue ao município”, encerra.

 

ATENÇÃO

Em virtude dessas ações, nos meses de janeiro e fevereiro, o Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti e do Aedes albopictus - o LIRAa não será realizado neste início de ano em todo o país. O último levantamento, realizado em outubro de 2015, revelou que Divinópolis está com um índice de infestação médio de 1,8%. O resultado coloca a cidade numa “situação de alerta” ou “médio risco”, conforme parâmetros do Ministério da Saúde.

 

Créditos: Divulgação Semusa

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