quarta-feira, 21 de Janeiro de 2015 08:34h Atualizado em 21 de Janeiro de 2015 às 08:54h. Lorena Silva

Matrículas de novos alunos do Cefet estão suspensas devido à greve de técnicos

Assembleia realizada hoje em Belo Horizonte define novos rumos da paralisação

Devido à greve iniciada no último dia 7, os técnicos-administrativos do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG), de Divinópolis, determinaram a suspensão de matrículas de alunos que vão iniciar o período letivo em março deste ano. A mesma decisão já havia sido tomada pelos técnicos do campus de Belo Horizonte. Em Divinópolis, mais de cem alunos do ensino técnico e também alguns do ensino superior, que não tiveram entrada direta pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), tiveram suas matrículas suspensas.
De acordo com o representante do comando de greve, Jurandir Botelho Vargas, a paralisação do processo se deu porque, com a greve, somente os serviços considerados pela categoria como essenciais estão sendo prestados pelo Cefet – como a entrega de certificados de conclusão de cursos, considerados indispensáveis no processo de matrícula em outras instituições. Inicialmente, as matrículas, que deveriam ocorrer ao longo dessa semana, foram adiadas para o próximo dia 26.
No município, cerca de 25 técnicos estão parados, mas se revezam em turnos para garantir que os serviços essenciais não fiquem suspensos. Hoje, às 9h, no auditório do campus I do Cefet, em Belo Horizonte, está prevista uma assembleia para discutir e aprovar a proposta de revisão da resolução nº036/2014, que trata sobre a jornada de 30 horas – principal reivindicação dos técnicos-administrativos. Ainda hoje, às 16h, os servidores se reúnem com o diretor geral da instituição, Márcio Silva Basílio.

 

JORNADA DE TRABALHO
Jurandir explica que a greve foi motivada devido à quebra de um acordo firmado entre a categoria e a diretoria do Cefet, sendo que a pauta de reivindicações dos servidores está protocolizada desde 2012, quando houve uma greve nacional. A principal exigência da categoria é a manutenção da jornada de trabalho de 30 horas semanais, que é realizada desde 2006, de acordo com o estabelecido no artigo 3º do decreto nº 1.590/1995.
Por meio de um acordo firmado com a direção do Cefet, no início de 2013, os servidores propunham a regulamentação da jornada de seis horas diárias, com a implantação de turnos ininterruptos de, no mínimo, doze horas. Além disso, a implantação do ponto eletrônico, que era uma exigência do Ministério Público Federal (MPF). Essa normatização deveria ser feita através da publicação de uma resolução do Conselho Diretor, que foi aprovada pela direção, mas rejeitada posteriormente.
Recentemente a direção comunicou que, a partir do dia 2 de janeiro deste ano, a jornada de trabalho dos técnicos deveria retornar para o regime de 40 horas semanais, o que é negado pelos servidores. De acordo com Jurandir, a jornada de 30 horas semanais, com funcionamento de turnos ininterruptos de 12 horas, possibilitaria a ampliação do horário de atendimento aos estudantes, servidores e comunidade externa, uma vez que atualmente a instituição funciona de 7h às 23h. “A gente pleiteia seis horas porque faz com que o Cefet trabalhe ininterruptamente”, argumenta o representante.

 

OUTRAS REIVINDICAÇÕES
A flexibilização da jornada de trabalho, com jornada de 30 horas semanais, não é a única exigência feita pela categoria. Questões como a construção da política de Gestão de Pessoas com participação ampla de todos os segmentos do Cefet e condições dignas de trabalho para todos os servidores da instituição, com condição de iluminação e ventilação adequadas, mobiliários ergonômicos, equipamentos adequados e em número suficiente são apenas algumas das outras reivindicações dos técnicos-administrativos.
Nossa equipe tentou contato com o diretor geral do Cefet-MG, Márcio Silva Basílio, para saber o seu posicionamento com relação à greve e as reivindicações dos servidores. No entanto, tanto ele quanto o vice-diretor Irlen Antônio Gonçalves estavam em viagem e não puderam nos atender.

 

Crédito: Lorena Silva

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