terça-feira, 25 de Outubro de 2011 11:25h Liziane Ricardo

Médicos da rede pública fazem paralisação de 24 horas em Minas

Profissionais do SUS em Divinópolis não aderiram ao movimento

Os médicos da rede pública de Minas Gerais fazem hoje (25) uma paralisação em protesto as más condições de trabalho e baixos salários. Sob este contexto, em Divinópolis o movimento não tomou grandes proporções em relação às últimas reivindicações feitas pelos profissionais da saúde, como o feito durante a paralisação do dia 21 de setembro deste ano. Na ocasião o movimento realizado atingiu apenas os médicos que atendem à rede particular no qual reivindicavam aos planos de saúde o repasse do reajuste que a Agência Nacional de Saúde Suplementar faz todo ano às operadoras e que este aumento não estaria chegando até os médicos.


Em relação a paralisação dos profissionais do SUS, hoje, o delegado do Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais, doutor Alberto Gigante informou que os profissionais de Divinópolis não tiveram a mesma adesão como ocorrido na última paralisação da rede particular há um mês e quatro dias. “Os médicos estavam mais empenhados quanto a questão do repasse dos planos de saúde. Para esta paralisação de hoje, os profissionais do SUS não conseguiram tanta adesão, então pela minoria optaram por esperar a repercussão que o movimento terá na capital e demais cidades engajadas”, frisou Gigante. Porém, o médico também não descartou a possibilidade de movimentos isolados.


A paralisação de hoje no Sistema Único de Saúde (SUS) programada para diversas regiões do Estado, deverá durar 24horas, ou seja, a partir das 7h, não haverá atendimento no SUS, Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) e Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg).


Nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA), serão atendidos apenas casos de urgência e emergência. De acordo com o Sindicato dos Médicos de Minas Gerais (Sinmed-MG) a paralisação, que ocorrerá em todo o país, é um protesto contra as más condições de assistência e a baixa remuneração dos profissionais da área.


Além da paralisação, ainda está programado um ato público em frente à Praça da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) às 9h30 e uma audiência pública durante a tarde.

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