segunda-feira, 24 de Março de 2014 11:58h

Médicos de Formiga começam greve

A saúde no Brasil vai de mal a pior. Agora é a vez dos médicos exigirem aumento salarial nos PSF’s de Formiga.

Os onze médicos concursados que atendem em 16 postos do PSF (Programa de Saúde da Família) pararam com o atendimento à população nesta sexta (21). Os dentistas que também atendem na rede pública, devem aderir à greve na próxima terça (25). Além de aumento salarial, a classe exige melhoria na infraestrutura dos postos de saúde, condições de atendimento e continuidade do tratamento dos pacientes.
Em reunião na última segunda (17), na sede do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Formiga (Sintramfor), os médicos não aceitaram a contraproposta da Prefeitura, de aumentar os salários dos médicos em 25% imediatamente e mais 25% em janeiro do ano que vem. Após o desencontro de Prefeitura e servidores, os médicos passaram a trabalhar pouco mais de 2 horas por dia, redução de 70% na carga horária diária. “A greve já era para ter começado na segunda-feira, mas a Prefeitura se mostrou disposta a negociar, mas como não atendeu a expectativa dos médicos, e após o Secretário de Comunicação da Prefeitura divulgar que as negociações haviam encerrado, nós resolvemos parar”, explica o diretor de defesa profissional dos médicos, Eduardo Figueirras.
Os médicos enviaram um ofício à Prefeitura notificando a carga horária, da qual cada um cumprirá 30%. Os profissionais se disponibilizaram a trabalhar todos alocados na Secretária de Saúde ou distribuídos em três unidades. Os postos de saúde que receberão atendimento serão: Unidade Vila Didi, Unidade Vila Nirmatele e Unidade Sagrado Coração. “As condições nos postos de saúde estão precárias. Nós não iremos atender enquanto não houver essas mudanças nas unidades, não tem como dar um atendimento digno aos pacientes. Os médicos são parte da solução”, ressalta.
Os profissionais recebem hoje R$5.500 e exigem um aumento que acompanhe o salário base da FENAM (Federação Nacional dos Médicos), e passe para R$10.500. “A greve acabou de começar, e os médicos só voltarão quando a Prefeitura aceitar as reivindicações. Os médicos exigem além de aumento de salário e infraestrutura para trabalhar, um acompanhamento aos pacientes, não só uma consulta, mas sim todo um tratamento”.

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