sexta-feira, 19 de Agosto de 2016 15:57h Carina Lelles

Menina salva por militares é transferida para Belo Horizonte

Tio e sobrinho, que são policiais militares, realizavam patrulhamento, quando viram a mãe pedindo socorro. A criança estava engasgada e não apresentava sinais vitais

POR CARINA LELLES

carina.lelles@gazetaoeste.com.br

 

A tarde desta quarta-feira foi atípica para Oriosvaldo Pinheiro Silva, de 49 anos, e Rafael Pinheiro da Silva Teixeira, de 26 anos, mais conhecidos como Sargento Oriosvaldo e Soldado Pinheiro, respectivamente. Acostumados a prevenir e combater a criminalidade, os dois, que são tio e sobrinho, realizavam patrulhamento pelo bairro Paraíso, quando viram uma mulher, de 20 anos, pedir socorro, porque a filha, de dois anos, não apresentava batimentos cardíacos. O desfecho desta história é emocionante!

“A gente passa por uma tensão muito grande e, quando percebemos que a pessoa está bem, é um alívio muito grande, é gratificante. Deu tudo certo!”, essas são as palavras do Sargento Oriosvaldo, que possui 22 anos de carreira militar. “É um misto de sensações. Sou pai e me coloquei no lugar dos pais da menina. A preocupação foi grande, mas depois que deu tudo certo, foi um alívio e felicidade”, completa o Soldado Pinheiro, que há sete anos se dedica à Polícia Militar.

Para ter este final feliz, houve uma série de fatores, mas, especificamente, a preparação dos dois militares. Os policiais contam que estavam realizando patrulhamento pela região, quando, ao passarem na Avenida Ayrton Senna, no bairro Paraíso, encontraram Nilara da Silva na porta de casa, pedindo socorro.

Os militares pararam a viatura e foram informados pela mulher que a filha, de apenas dois anos, estava sem batimentos cardíacos. “Não sabíamos exatamente o que havia ocorrido e a mãe não conseguia explicar, porque estava muito desesperada. Ela contou que a filha tem problema cardíaco. Colocamos a criança na viatura e, no banco do carro, fiz massagem torácica. Depois, a mãe conseguiu dizer que ele estava engasgada. Virei a criança de costas e dei alguns tapas nas costas dela, com isso, conseguimos desobstruir, saiu muita secreção e pedimos à mãe para fazer respiração boca a boca nela, isso ainda dentro da viatura e quase sem espaço. Quando chegamos à UPA, a menina já estava respirando, mas ainda inconsciente”, relata o Sargento Oriosvaldo.

No banco de trás da viatura, estavam o Sargento, o pai da criança, Cleiton Fernandes Silva, de 22 anos, e a menina. No banco da frente, estavam a mãe e o Soldado Pinheiro, que conduzia a viatura e também teve papel fundamental no êxito do socorro. “A gente faz o possível para agir de forma que não prejudique ninguém no deslocamento, evitar qualquer tipo de transtorno. Quando se trata de salvar uma vida, é muito mais tenso, é mais complicada a condução, porque tem vida dependendo da gente, ainda mais se tratando de uma criança. Graças a Deus tudo deu certo!”, ressalta. “A grande diferença foi que, no nosso serviço rotineiro, a gente prende um infrator e, no dia seguinte, deparamos com ele nas ruas. Neste caso foi diferente, tivemos um desfecho de uma forma bacana e feliz”, finaliza o Soldado.

 

ESTADO DE SAÚDE

 

Assim que os militares chegaram com a criança na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), ela foi atendida e ficou sob os cuidados médicos e não corria risco de morte. Em nota enviada à imprensa no início da tarde de ontem, a assessoria de comunicação da Secretaria Municipal de Saúde informou que “a criança, que já é cardiopata, continuou tendo crises convulsivas e estado febril. Na UPA, passou por atendimento na pediatria e neurologia. Através da Central de Regulação de Leitos, ela foi encaminhada para uma vaga no Hospital Infantil João Paulo, em Belo Horizonte”.

A assessoria de comunicação do Hospital não informou o estado de saúde da criança.

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