sábado, 3 de Outubro de 2015 04:43h Atualizado em 3 de Outubro de 2015 às 04:48h. Jotha Lee

Mercado de trabalho tem saldo negativo nos primeiros oito meses do ano

Os oito primeiros meses de 2015 foram os piores para o mercado de trabalho de Divinópolis em comparação com o mesmo período dos últimos cinco anos

Um levantamento realizado pelo Gazeta do Oeste nos dados oficiais fornecidos pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) constatou que, desde 2011, o município não apresentava saldo negativo de janeiro a agosto no mercado formal de emprego, como ocorreu esse ano.
Conforme mostram os números do MTE, de janeiro a agosto foram fechados 156 postos de trabalho, ao contrário do ano passado, quando nesse mesmo período, foram abertas 687 novas vagas. A abertura de novos empregos com carteira assinada é o melhor indicador econômico, pois se há contratação, significa que há consumo e, consequentemente, maior circulação de dinheiro em todos os setores. Quando ocorre o inverso, indica que há recessão, não há consumo e nem produção.
Os números indicam que a crise atingiu de vez a cidade, já que afeta diretamente os segmentos de maior importância no movimento da economia. É o caso do setor de comércio, que de janeiro a agosto desse ano, fechou 225 vagas de trabalho, ao contrário do ano passado, quando no mesmo período foram abertos 297 postos. O setor industrial da cidade vem sofrendo a crise ainda com mais força, com o fechamento de indústrias, especialmente no setor metalúrgico e demissões em massa. Esse ano, o saldo é de 216 demissões, contra 122 no mesmo período de 2014.

 

COMÉRCIO
Os setores de comércio e serviço sempre se destacaram como os maiores empregadores da cidade. Nos últimos cinco anos, chama à atenção a instabilidade, com viés para baixo, nas duas áreas. No comércio, somente nos primeiros oito meses de 2011, foram abertos 371 novos empregos formais. Em 2012, caiu para 161 e em 2013,no mesmo período, foram fechados 281 postos de trabalho. Já no ano passado, houve oscilação para cima, com 297 novas vagas com carteira assinada, enquanto em 2015 já foram 235 demissões.
No setor de serviços a situação não é diferente. De janeiro a agosto de 2011 foram 952 novas contratações, caindo para 888 em 2012 e decréscimo ainda maior em 2013, com a abertura de apenas 229 vagas. Em 2014, o setor de serviços ganhou fôlego no mesmo período, com 433 postos abertos, porém esse ano voltou a cair com apenas 49 vagas abertas.
A construção civil sempre se destacou como um dos motores da economia da cidade, conforme definiu Afonso Gonzaga, presidente da Regional Centro-Oeste da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). Entretanto, o setor também oscilou nos últimos cinco anos. Em 2011, no período pesquisado, a construção civil teve apenas 154 novas contratações, ficou estável em 2012, fechou 71 postos em 2013, se recuperou em 2014 com 101 novas vagas e, esse ano, até agosto, foi o setor da economia divinopolitana que teve o melhor desempenho, com 227 novas vagas com carteira assinada.

 

Créditos: Lorena Silva
Créditos: Jotha Lee

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