sábado, 11 de Junho de 2016 10:25h Mariana Gonçalves

Missa em memória do Pe. João Parreiras Villaça será realizada em Carmo do Cajuru

No próximo dia 24, às 19h, ocorrerá, na Praça Nossa Senhora Aparecida, em Carmo do Cajuru, a santa missa em memória do Pe. João Parreiras Villaça

POR MARIANA GONÇALVES

mariana.goncalves@gazetaoeste.com.br

 

Em 2016, completam-se 34 anos de sua morte. A celebração será presidida pelo arcebispo de Juiz de Fora, Dom Gil Antônio Moreira. Nesta mesma ocasião, será divulgado entre os presentes o livro e o CD dedicado ao Pe. João Parreiras Vilaça, feito pelo seu ex-coroinha, hoje aposentado, o senhor Antônio Miguel Maia.

Nossa equipe conversou com o senhor Antônio, o qual nos conta diversas histórias a respeito do pároco, além, é claro, de destacar o grande apreço que até hoje tem pela memória dele. “Quem é, principalmente, lá de Angicos, se fala do Padre João, as pessoas sabem quem é, e se alegram muito, então eu gostaria de convidar a todos para participar desse momento, que será muito bonito. Espero que novamente a Praça esteja cheia”, convida.

 

LIVRO

 

O livro, intitulado “Documentário sobre o Cônego João Parreiras Villaça”, traz relatos verídicos sobre a vida e passagem do pároco na cidade de Carmo do Cajuru. Ilustrado com fotos que marcaram momentos importantes do padre, a obra detalha cuidadosamente fatos ocorridos há mais de 30 anos atrás.

Antônio dedicou esta obra à sua esposa, Cecília Parreiras, que é sobrinha do sacerdote. Mas muito antes de se casar com ela, a admiração de Antônio pelo pároco já existia, pois começou ainda em sua infância.

Segundo nos conta o aposentando, aos seis anos de idade, ele integrou ao grupo de doze crianças coroinhas do Pe. João e, desde então, ele acompanhou os passos do sacerdote, principalmente porque, naquela época, as famílias moravam próximas.

 

DIVINDADE

 

João Parreiras Villaça nasceu no dia 21 de março de 1906, em Crucilândia – filho de Jacinto de Sousa Parreiras e de Dorcelina Vilacinha Parreiras. Diferente de outros párocos, que apresentam vocação sacerdotal ainda na infância, João, até então, não havia despertado este lado, até mesmo pelo fato de que quem estava prestes a entrar para o seminário era seu irmão, Graciano Parreiras Villaça. Contudo, no dia do embarque, Graciano, já em cima da hora de ir, desistiu. Seu irmão, João – naquela época com 18 anos de idade, mas prestes há completar 19 anos nas semanas seguintes, foi quem decidiu assumir o lugar e ir para o seminário.

Posteriormente, Graciano casou-se com Manoela Maria do Prado, com quem teve nove filhos, dentre eles, Cecília, que futuramente veio a se casar com Antônio e constituir família.

 

DINVIDADE II

 

Conforme relata, o livro escrito por Antônio, já como padre, João lutou para que Crucilândia, que até então era distrito de Bonfim, tornasse independente, fato este conquistado por ele, no entanto, isso não agradou a um certo grupo político da região e o padre foi denunciado à Cúria Arquidiocesana, em Belo Horizonte. Fizeram um abaixo-assinado, sob a alegação de que havia falsas pretensões por parte do pároco. Deste modo, a Cúria exigiu a transferência imediata do sacerdote.

 

 

CARMO DO CAJURU

 

Em 6 de janeiro de 1949, Pe. João tomou posse como vigário em Carmo do Cajuru. No município, o sacerdote atuou em locais como a região de Angicos, onde havia grande discriminação por parte da sociedade, devido ser um local com grandes casos de leprosos. Mas foi exatamente em Angicos que o padre realizou o primeiro Jubileu do Senhor Bom Jesus, daí em diante, houveram vários outros trabalhos eucarísticos.

Os restos mortais do pároco estão sepultados na Praça de Nossa Senhora Aparecida, ou como popularmente chamam, Praça do Cruzeiro em Cajuru.

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