sexta-feira, 17 de Abril de 2015 11:00h Atualizado em 17 de Abril de 2015 às 11:05h. Pollyanna Martins

Morador denuncia consumo de álcool e drogas por menores no Centro da cidade

Segundo o morador, menores consomem entorpecentes durante a madrugada no meio da rua.

Um morador da Avenida 21 Abril denunciou o consumo de álcool e drogas por menores durante as madrugadas de determinados dias da semana. Segundo ele, que ter a identidade preservada, os jovens ficam na porta de um estabelecimento que vende bebidas e consomem os produtos no meio da rua sem qualquer vigilância.
De acordo com o homem, que mora no local há cinco anos, o problema aumentou há cerca de quatro anos. Para agravar a situação, os indivíduos ligam o som do carro e ficam no local até as 4h. Ele e os vizinhos já ligaram para a Polícia Militar solicitando providências e fizeram um abaixo assinado para que o problema seja solucionado, porém, nada foi feito.
“Nos dias de quarta, quinta e sexta-feira vira um verdadeiro inferno aquilo ali. A saída da garagem do meu edifício é pela Avenida 21 de Abril e eu tenho uma enorme dificuldade para entrar e sair, porque eles [jovens] sentam no chão, estacionam carros na porta. Nós ligamos para a polícia e eles falam que não têm viatura, não têm efetivo. A gente não vê uma blitz, uma viatura passando e o fato é que eles estão fazendo o que querem”, lamenta o morador.
Ele conta que apesar de muitos envolvidos na situação serem menores de idade o estabelecimento comercial vende bebidas indiscriminadamente. Conforme o morador, após certas horas de festa na rua, regadas por bebidas e drogas, os jovens ficam caídos no chão. “No estabelecimento tem um aviso de todo tamanho, ‘não vendemos bebidas para menores’, mas é uma mentira. A gente vê menores caídos no chão de tanto beber. Chega a ser insuportável. Na ocasião que nós fizemos o abaixo assinado veio uma intimação do Ministério Público para eu falar se havia tido alguma diferença, mas eu não vi nada de melhoria”, reclama.

 

PM
Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Militar (PM), para toda ligação feita através do 190 é gerado um número. Com este número o despachante do Centro de Operações Policiais Militares (Copom) empenha uma viatura na ocorrência. Caso a viatura não seja enviada, o despachante tem que justificar o motivo da falta de atendimento.
A assessoria alegou ainda que todas as ligações são gravadas e as ocorrências são atendidas de acordo com a gravidade. As ocorrências que não envolvem risco à vida entram na fila de ordem de chamada.
A PM informou também que há ações preventivas no sentido de evitar a perturbação de sossego através de Ordens de Serviço (OS). Os policiais militares que realizam o patrulhamento fazem fiscalização em locais com maiores índices deste tipo de ocorrência. A assessoria admitiu ter um efetivo limitado e explicou que as mesmas viaturas que realizam as fiscalizações são as mesmas que atendem às ocorrências de maior gravidades.

 

Crédito: Pollyanna Martins

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