quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2015 10:09h Atualizado em 12 de Fevereiro de 2015 às 10:13h. Lorena Silva

Moradores da comunidade Cacôco de Baixo ficam isolados após chuvas

Estudantes ficaram sem ir à escola porque veículo escolar não conseguiu transitar pelo local.

Sem nenhuma condição de sair de casa. Assim estão os moradores da comunidade Cacôco de Baixo após as fortes chuvas registradas nos últimos dias. Com enormes crateras e totalmente enlameadas, a situação das estradas ficou tão precária que nem o veículo da Prefeitura que faz o transporte escolar dos estudantes da comunidade tem conseguido transitar. Ontem, diversos alunos ficaram sem ir à aula porque não conseguiram sair de casa.
Impossibilitada de passar pelo local, na manhã de ontem nossa equipe de reportagem não conseguiu conversar pessoalmente com a dona de casa Kátia Aparecida Silva. Por telefone, ela contou que, dos cinco filhos, três não conseguiram ir à aula. “Na semana passada já estava complicado. Por causa da chuva da segunda-feira a van passou só ontem [terça] e assim mesmo com muita dificuldade. Passou porque o motorista insistiu. Mas hoje de manhã eu liguei para ele e ele falou que não podia pegar as crianças porque não dava para ele vir até aqui.”
Kátia conta que muitas outras crianças da região também não conseguiram ir para a escola, já que a maioria dos moradores estão isolados, sem alternativa para sair de casa a não ser a pé. “Não consigo sair de casa de jeito nenhum. Até me ligaram da Policlínica porque tem uma consulta do meu filho que já está liberada e não tem como ir lá buscar o papel para ir marcá-la porque não tem como sair de casa. Então acho que ele vai acabar perdendo a consulta”, reclama a moradora.

 

PROBLEMA ANTIGO
Moradora do local há cerca de 15 anos, Kátia explica que há pelo menos quatro briga com a Prefeitura para que o problema seja resolvido. “No começo a gente teve que brigar para ter o veículo para poder pegar os meninos, porque não queriam passar aqui. Arrumaram isso, mas não arrumaram a estrada. Então quase que não resolveu, porque quando está chovendo eles não têm como ir”, argumenta.
Em relação ao problema, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) se limitou a dizer que tem conhecimento de que o veículo que realiza o transporte dos estudantes não tem conseguido chegar a alguns pontos da Comunidade do Cacôco de Baixo. Já a Secretaria Municipal de Operações Urbanas (Semop) garantiu que vai enviar uma equipe para analisar a situação do local.

 

PONTES EM ERMIDA
Em Ermida, as pontes das comunidades rurais de Lava-pés e Tamboril permanecem interditadas. Na tarde de ontem, a do Tamboril – que ainda permitia o acesso de pedestres – foi danificada por golpes de machado e, a do Lava-pés, destruída por uma motosserra. De acordo com o secretário municipal de Agronegócios, Paulo Sérgio Marius, ainda não há indícios de quem teria praticado o ato. Segundo Paulo, um Boletim de Ocorrência (BO) foi realizado para apurar o caso e a secretaria vai analisar, nos próximos dias, se ainda há a possibilidade de recuperar parte da madeira.
A interdição ocorreu devido às fortes chuvas registradas na madrugada da última segunda-feira. Com o grande volume de água, as passagens ficaram danificadas e foram bloqueadas, uma vez que colocavam em risco a travessia de moradores e veículos. De acordo com a Secretaria de Agronegócios, é necessário aguardar que o nível da água baixe para iniciar a recuperação das pontes.
Segundo o secretário, na comunidade de Lava-pés os moradores têm utilizado dois desvios. No entanto, a região de Tamboril ainda não possui um caminho alternativo. “Estamos trabalhando para fazer o desvio. Vamos trabalhar até no sábado de Carnaval para concluir o caminho, para minimizar a situação”, garantiu o secretário.
Paulo explica que antes da interdição, a Prefeitura trabalhou na segunda-feira para liberar a passagem de motos e veículos leves, proibindo o trânsito dos caminhões. “Mesmo depois da interdição, alguns motoristas conseguiram passar pela ponte com veículos leves, motos e caminhonetes. O pedido do presidente da comunidade é que não passem veículos no local, pois a ponte foi condenada pela Defesa Civil.”

 

Crédito: Lorena Silva

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