sábado, 28 de Fevereiro de 2015 05:27h Atualizado em 28 de Fevereiro de 2015 às 05:33h. Pollyanna Martins

Moradores da Rua Josias Caldeira no bairro Santa Lúcia relatam abandono do poder público

A rua está tomada por buracos. O calçamento foi prometido para setembro do ano passado

Os moradores da Rua Josias Caldeira, no bairro Santa Lúcia, em Divinópolis, estão indignados com a situação em que a via se encontra. As crateras que se formaram impedem que automóveis e pedestres transitem normalmente pelo local.
Segundo o supervisor de segurança Isaías Roberto Soares, para entrar e sair da rua ele e os outros moradores enfrentam grandes dificuldades. “A dificuldade é grande para entrar e sair com o veículo, porque as crateras que existem na rua causam esse transtorno. Teve uma vez que eu fui entrar em casa e bati o carro na quina da calçada, porque a roda estava em um buraco e quando eu acelerei, joguei a frente do carro no passeio. A entrada das outras casas é da mesma forma”, relata.
Ainda de acordo com Isaías, os moradores aproveitam a estiagem e jogam terra nas crateras para evitar danos maiores em seus veículos. “Tinha uma cratera bem maior aqui na minha porta, o pessoal juntou uma terra e jogou para diminuir. Isso acontece em tempo de seca, porque quando chove abre tudo de novo. No início do ano com essa chuva ficou terrível, não tinha como tirar o carro de dentro de casa. A pé era difícil de andar, a gente tinha que deixar o carro na rua de baixo”, relembra.
Para andar na rua o cuidado tem que ser redobrado. Nossa reportagem flagrou o momento em que um motoqueiro se arriscava por entre os buracos. Devido à situação precária da rua os canos da Copasa ficam expostos. “A situação se agrava ao ponto de os canos da Copasa ficarem à mostra. Tinha um buraco imenso, agora não está tanto porque o pessoal de uma casa que estava em construção foi tirando o entulho e jogando lá”, conta.
Isaías lembra que ele e sua vizinha já sofreram um pequeno acidente quando tentavam sair de casa com seus veículos. “Eu já cai na vala aqui com o carro e minha vizinha também, tanto que os pedreiros tiveram que ajudar a tirar o carro dela. Se você quebra a mola de um veículo ninguém vai se responsabilizar, o prejuízo vai ser seu. É melhor você colocar a mão na massa e fazer a obrigação da Prefeitura do que ter um prejuízo maior.”

 

GATO POR LEBRE
Isaías conta que a casa onde ele e a namorada moram foi alugada e faz parte de um projeto da Caixa Econômica Federal. Conforme o supervisor, o proprietário do imóvel disse ao casal que no projeto do banco era informado que a Rua Josias Caldeira era asfaltada. “A casa foi comprada com um projeto de asfalto na rua. Segundo o proprietário da casa, com esse condomínio Lagoa Park, havia-se um projeto de asfalto ligando o condomínio com três saídas, uma para o Padre Eustáquio, uma para o Santa Lúcia, e uma para o Davanuze, e a [rua] Josias Caldeira seria a rua principal, isso o que foi prometido”, afirma.
Os moradores ficaram na expectativa do problema de infraestrutura ser resolvido quando o calçamento chegou até a esquina da rua, mas perceberam que a novela continuaria quando a obra não teve andamento. “A gente só vê o calçamento até na esquina de casa, aí chove e o calçamento solta e vem rolando para cá. Prometeram calçamento para setembro, não veio e ficou um tempo sem nada. Agora começaram a calçar as ruas do início do bairro para cá”, reclama.

 

IMPOSTOS
Além das crateras que dificultam a rotina dos moradores, eles convivem também com o mato alto. De acordo com Isaías, ele e os vizinhos pagam para ter a rua limpa. “Se a gente quiser a nossa porta limpa temos que mandar limpar. Agora o complicado é quando chega para você pagar o IPTU. Você paga para ter uma infraestrutura no bairro, um calçamento, agora que infraestrutura tem aqui nessa rua?”, questiona.
O vice-presidente da associação de moradores do bairro Nilton Ferreira Soares alegou que a Rua está incluída no Pró-Transporte e aguarda calçamento. Mas até as obras começarem, ele e os moradores querem que a Prefeitura dê manutenção no local. “A situação da rua está precária, a Prefeitura tem que tomar uma providência para ajudar o pessoal. Os moradores estão tendo transtorno, está quebrando carro lá. O calçamento vai ser retomado a partir de abril, mas tem que arrumar antes de chegar o calçamento. Jogar um cascalho lá para o pessoal ficar mais tranquilo, poder entrar e sair”, solicita.

 

PREFEITURA
Procurada, a Prefeitura de Divinópolis, através de sua assessoria de imprensa, apenas reiterou que a rua será beneficiada pelo projeto Pró-Transporte, mas não deu prazo para que a obra tenha início.

 

CAIXA
Em nota a Caixa Econômica Federal informou que “não financiou empreendimentos habitacionais no bairro Santa Lúcia, nesta cidade de Divinópolis. Quando se trata de empreendimentos, a CAIXA exige para aprovação do projeto e assinatura do contrato com os clientes, a existência de infraestrutura completa, tais como: pavimentação, drenagem, iluminação pública, água e esgoto etc..”.


Crédito: Pollyanna Martins

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