sexta-feira, 9 de Setembro de 2016 17:00h Pollyanna Martins

Moradores de Ermida reclamam de atendimento na Estratégia de Saúde da Família

De acordo com os moradores, atualmente, só tem um médico para atender toda a comunidade

POR POLLYANNA MARTINS

pollyanna.martins@gazetaoeste.com.br

 

Os moradores de Ermida estão enfrentando um problema na Estratégia de Saúde da Família (ESF) da comunidade. Atualmente, a ESF tem apenas um médico para atender toda a comunidade e, com isso, as consultas estão acumuladas e a população só consegue agendar para outubro. A dona de casa, Maria Aparecida de Oliveira Alves, precisou de atendimento na ESF, mas teve que recorrer ao plano de saúde para conseguir atendimento médico. Conforme Maria Aparecida, todos os anos ela faz a colonoscopia – exame que permite a visualização direta do interior do reto, cólon e parte do íleo terminal – para acompanhar os cistos que tem no intestino.
A dona de casa conta que, como não conseguiu consulta na ESF, marcou o atendimento pelo plano de saúde e o médico solicitou então os exames de risco cirúrgico para que Maria Aparecida fizesse a colonoscopia. “O resultado do risco cirúrgico apontou uma alteração na minha tireoide, e o médico receitou alguns remédios para eu começar o tratamento logo”, relata.

De acordo com Maria Aparecida, sem condições de comprar a medicação para iniciar o tratamento da tireoide, ela tentou mais uma vez marcar uma consulta na ESF para que o médico a avaliasse e transcrevesse a receita para o Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a dona de casa, ao chegar à ESF ela foi informada de que apenas um médico estava fazendo o atendimento e que as consultas estavam sendo marcadas apenas para outubro. “Eles me falaram que não tinha jeito, porque um médico tinha entrado de férias e o outro só tinha vaga para o mês de outubro, mas como que eu ia ficar, se eu estava precisando do remédio para agora?”, questiona.

Conforme Maria Aparecida, o impasse só foi solucionado pois toda a família se mobilizou e solicitou à Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) uma solução para o problema. A dona de casa relembra que seu marido fez plantão na porta do consultório da ESF para conseguir falar com o médico e pedir a consulta. “O meu marido, de 75 anos, ficou na porta do consultório para conseguir falar com o médico. A minha sorte é que o médico é muito caridoso e fez a receita para mim, para eu não ter que esperar marcar a consulta em outubro”, reclama. Segundo Maria Aparecida, os problemas para conseguir atendimento médico na ESF são constantes. “Consulta com ginecologista é muito difícil de conseguir. Muitas vezes a gente tem que usar o plano de saúde, porque não consegue consulta aqui, e coitado de quem não tem plano de saúde para recorrer”, lamenta.

 

ESPERANÇA PERDIDA

 

De acordo com Maria Aparecida, a inauguração da ESF foi a esperança de que o atendimento médico na comunidade iria melhorar, porém, conforme a dona de casa, tudo não passou de promessas. Para conseguir marcar consulta médica, a população muitas vezes precisa dormir na fila. “A gente vê reclamação do povo direto. Quando fez esse posto, o comentário é que o atendimento iria ser 24 horas, todo mundo ficou na maior alegria, quem dera. Aqui tem dia certo de marcar consulta. A gente tem que ir pra lá de madrugada para conseguir marcar. Da última vez, meu esposo foi ao posto era 9h, chegou lá já tinham fechado a agenda e não tinha vaga mais, a gente precisa dormir na fila”, conta.

 

PREFEITURA

 

A Prefeitura de Divinópolis informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que um médico cubano que trabalhava no local pediu para rescindir o contrato de trabalho antes do fim deste, por motivos pessoais para regressar à Cuba. “O pedido foi feito no dia 22 de agosto e, já no dia 5 de setembro, outro médico cubano já foi enviado a esta unidade de saúde para substituí-lo. Este médico já está em treinamento na própria unidade para conhecer toda a estrutura de saúde da cidade e tão logo receba o seu registro, que é enviado pelo Ministério da Saúde, ele poderá atender pacientes e fazer prescrições”, justifica.

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