quarta-feira, 8 de Abril de 2015 10:07h Atualizado em 8 de Abril de 2015 às 10:12h. Lorena Silva

Moradores do Candelária aguardam obra da Copasa há mais de seis meses para receberem pavimentação em rua

Já no Jardim das Oliveiras, calçamento feito há menos de um mês e estragado pela chuva não recebeu reparo da Prefeitura até hoje

Há mais de seis meses os moradores da Rua Caraguatatuba, no bairro Candelária, tentam solucionar um problema com relação à falta de calçamento do local. Essa rua foi uma das contempladas pelo programa Pró-Transporte, mas um dos trechos acabou não recendo a pavimentação prevista. O assunto já havia sido abordado pela Gazeta do Oeste em agosto do ano passado.
Na ocasião, os moradores contaram que a justificativa da Prefeitura era que, como o trecho não possui rede de esgoto, não seria possível fazer o calçamento até que esse problema fosse solucionado. Em resposta, a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) havia dito que uma equipe iria ao local para verificar a situação e tomar as medidas necessárias para regularização da rede esgoto.
No entanto, de acordo com a auxiliar de serviços gerais Maria Auxiliadora Santos, que mora no local há 20 anos, a companhia não esteve no local e nada foi resolvido desde então. “Não fizeram nada. E agora piorou com a chuva e o mato que cresceu na rua. Eu, por exemplo, paro do serviço às 22h. Para eu passar aqui, onde tem muito mato e iluminação precária, só Deus para me ajudar”, reclama.

 

DIFICULDADES
A moradora Fabiane Aparecida Santos tem três filhos pequenos e no período de chuvas sofre para se locomover pelo local. “Quando chove muito a van que busca um dos meus filhos para a escola nem consegue chegar até a minha porta. Eu preciso sair carregando meus dois filhos menores para levá-lo até o local”, conta.
Por causa do mato alto, as moradoras também reclamam de insegurança. “Para os usuários de drogas, esse é o local ideal, porque entra dentro desse matagal e ninguém mais vê. Tem dias que meu marido consegue me esperar quando chego do trabalho. Mas não são todos os dias. Então dá uma certa insegurança sim”, relata Maria Auxiliadora.
A Prefeitura esclareceu, por meio de sua assessoria de imprensa, que realmente é necessário que a Copasa faça a rede de esgoto no local para dar início à pavimentação. Segundo a Prefeitura, a companhia já foi notificada sobre o assunto. Em resposta, a Copasa disse que no dia 4 de novembro entrou em contato com a presidente da Associação do bairro Candelária para falar sobre o assunto.
Segundo a companhia, a presidente foi informada de que a execução de ligações de esgoto na Rua Caraguatatuba já estava liberada, “uma vez que o laudo da Polícia Militar de Meio Ambiente confirmou a ausência de redes coletoras clandestinas no local”. Para solicitar a obra, os interessados devem ir à Agência de Atendimento da Copasa – que fica na Rua Rio Grande do Sul, nº 888, no Centro – para oficialização do pedido e receber orientações técnicas a respeito das instalações internas, bem como de documentação necessária.

 

JARDIM DAS OLIVEIRAS
Os moradores da Rua Recife, no bairro Jardim das Oliveiras, também continuam com problemas de obras do Pró-Transporte. Neste local, o calçamento vai precisar ser refeito depois que uma forte chuva registrada no início do mês de março fez parte da obra ceder. Em matéria veiculada na Gazeta do Oeste no dia 11 de março, a Usina de Projetos alegou que seria necessário passar o período de chuvas para iniciar o reparo.
Na ocasião, uma moradora que não quis ser identificada explicou que o problema surgiu depois que a equipe contratada pela Prefeitura finalizou o serviço de drenagem pluvial da rua e não comprimiu a terra corretamente. No dia seguinte ao término da obra, uma forte chuva que durou todo o final de semana fez com que as pedras e a terra fossem levadas pela correnteza, formando um enorme buraco na via.
“Para sair de casa agora está complicado, porque eu tenho filho pequeno e morro de medo de cair no buraco com meu carro”, relatou a moradora em março. No mesmo dia, uma equipe responsável pela obra já estava no local para começar a refazer o calçamento. Um dos funcionários esclareceu que o problema ocorreu porque há uma vazão muito grande da água pluvial.
Segundo o funcionário, a equipe iria fazer uma espécie de barragem, no final da cratera, para impedir que o restante do material escoasse e abrisse ainda mais o buraco – sendo que a compressão da terra e a colocação do calçamento novamente seriam feitos depois das chuvas. De acordo com a Usina de Projetos, realmente é necessário aguardar que o período de chuvas termine para dar início às obras no local.

 

 

Crédito: Lorena Silva

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