quinta-feira, 9 de Maio de 2013 07:25h Atualizado em 9 de Maio de 2013 às 08:06h. Daniel Michelini

Moradores do Candelária reclamam de esgoto à céu aberto

Problema foi repassado, via rede social, à um vereador por um residente da rua Caraguatatuba. No entanto, o problema ainda não foi resolvido. Copasa afirma que não há problema na rede da Companhia.

Mesmo com o iminente e rápido crescimento da cidade, algumas regiões ainda carecem de serviços básicos de atenção. As reclamações são várias, tanto direcionadas para a imprensa quanto feitas diretamente aos órgãos responsáveis pelas áreas que são motivo de alguma irregularidade, e incomodam comerciantes ou moradores do local.

No último mês, a reportagem da Gazeta do Oeste esteve presente em bairros como o Campina Verde, onde foi constatado um vazamento de esgoto no meio das ruas, onde moram diversas famílias e passam carros e pessoas a todo o momento, colocando em risco a saúde de quem trafegava pelo local.

Na oportunidade, a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) informou que o problema se tratava de um esgoto liberado por uma propriedade particular, o que impossibilitava qualquer tipo de ação no local. Assim, a única solução seria a prefeitura de Divinópolis colocar em prática o projeto de abertura da rua Márcio Francisco Gonçalves, interligando as redes de esgoto da região.

Essa situação não é nenhuma novidade, uma vez que, em novembro de 2012, moradores do Conjunto Habitacional Elizabeth Nogueira, local inaugurado em junho daquele ano, reclamaram de um vazamento próximo à estação de tratamento da Copasa no local. Neste caso, uma moradora postou fotos da situação em redes sociais, onde a repercussão ganhou força. O problema na região foi resolvido rapidamente, segundo a concessionária.

Desta vez, os residentes da rua Caraguatatuba, no bairro Candelária, próximo ao número 671 tem sofrido com sérios problemas de infraestruura. Segundo um dos moradores, que preferiu não ter o nome revelado, são duas casas que produzem o esgoto jogado diretamente na rua. Ele denunciou à um vereador, há cerca de um mês, a situação no local, mas nada foi resolvido até o momento: “Não arrumaram nada para nós, a água continua suja”, afirmou o morador.

A situação preocupa, já que o esgoto a céu aberto pode acarretar em diversos problemas para os residentes do local. As doenças são transmitidas pelo contato ou ingestão de água contaminada, contato da pele com o solo e lixo contaminado. A presença de esgoto, água parada, resíduos sólidos, rios poluídos e outros problemas também contribuem para o aparecimento de insetos e parasitas que podem transmitir doenças.

Para reduzir os casos dessas doenças é fundamental que a população tenha acesso à água boa, tratamento correto do esgoto (seja ele doméstico, industrial, hospitalar ou de qualquer outro tipo), destinação e tratamento do lixo, drenagem urbana, instalações sanitárias adequadas e promoção da educação sanitária (que inclui hábitos de higiene), entre outras ações.
Segundo a concessionária, técnicos da Copasa estiveram no local e verificaram que trata-se do despejo de esgoto de uma das residências do local e não um problema na rede da Companhia. Ainda segundo a Copasa, a região, que faz parte de uma Área de Preservação Permanente (APP), chamada também de Área Verde, possui ligações irregulares de esgotamento sanitário.

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