terça-feira, 31 de Março de 2015 09:52h Atualizado em 31 de Março de 2015 às 09:53h. Lorena Silva

Moradores do Davanuze cobram sinalização para rua do bairro

Além da falta de redutores de velocidade, moradores reclamam do mato alto na via

O pedido de sinalização para a Rua João Severino de Azevedo já é uma reivindicação antiga dos moradores do bairro Davanuze que, nos últimos dias, tem se mostrado ainda mais urgente. Isso porque no local não existe nenhum redutor de velocidade e, só no último mês, foram registrados três acidentes envolvendo veículos que trafegavam pela via em alta velocidade.
No último deles, há aproximadamente quinze dias, a filha de seis anos de uma moradora do local brincava com outros amigos quando foi atravessar a rua e foi atropelada por um carro, que não diminuiu a velocidade ao passar pelas crianças. A menina, que quebrou a perna e precisou fazer uma cirurgia em Belo Horizonte, permanece de cama enquanto se recupera.
José Nilso Nascimento conta que em outro acidente que ocorreu recentemente, duas motos bateram porque uma delas descia a rua em alta velocidade e foi de encontro à outra, que seguia em sentido oposto. “Essa rua aqui está muito perigosa. E é ainda pior porque aqui é uma área escolar. Nós temos um Cmei [Centro Municipal de Educação Infantil] e uma escola aqui perto. Então passa criança aqui toda hora”, explica o morador.

 

PEDIDOS NA PREFEITURA
De acordo com o morador, em maio do ano passado a Associação de Moradores do bairro encaminhou à Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (Settrans) um ofício pedindo a colocação de quebra-molas no local. “Eles vieram aqui e fizeram a vistoria. Depois eu estive na Settrans, procurei pelo secretário e ele disse que não tinha condições de colocar quebra-mola por aqui ser uma subida. Que não dava para colocar porque passa muito caminhão e ônibus e iria quebrar [o quebra-mola]”, relata José.
O morador sugeriu então que fossem colocadas faixas de pedestres, que pelo menos auxiliariam a população a atravessar a rua. O que também foi negado pela Secretaria. “Ele [o secretário] disse que se colocasse a faixa ficaria mais perigoso ainda. Falou para a gente mandar as crianças andarem na calçada. Acontece que no meio da rua não tem calçada para as pessoas atravessarem não”. Segundo José, recentemente alguns moradores tentaram um diálogo novamente com a Prefeitura para que a sinalização fosse feita – no entanto, não conseguiram nenhuma resposta.
Procurado, o secretário municipal de Trânsito e Transportes, Simonides Quadros, não foi localizado para dar um novo posicionamento com relação à situação da rua.

 

MATO ALTO
No final da Rua João Severino de Azevedo, além da falta de sinalização, outro problema incomoda os moradores. Em um determinado trecho, que liga o bairro Davanuze ao bairro Santa Lúcia, e é muito utilizado para chegar até as escolas da região, não há calçadas e o mato já tomou conta de boa parte da via. “E não é só aqui. No bairro todo tem muita reclamação com relação a lotes sujos”, conta José.
Com relação ao mato alto, os moradores podem denunciar irregularidades ou fazer pedidos pela internet ou pessoalmente, no setor de Protocolos. Pela internet, a denúncia pode ser realizada através do endereço www.divinopolis.mg.gov.br. Na lateral direita do site é necessário acessar o link “Cidadão”, clicar em “Denúncia Ambiental, Obras, Posturas” e seguir os passos. Já pelo setor de Protocolo o contribuinte deve se dirigir ao prédio da Prefeitura, que fica na Rua Pernambuco, n° 60, Centro, no térreo.

 

Crédito: Lorena Silva

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