quarta-feira, 11 de Março de 2015 10:40h Atualizado em 11 de Março de 2015 às 10:42h. Lorena Silva

Moradores do Planalto criticam falta de estrutura em um dos trechos do bairro

Enquanto isso, no bairro Jardim das Oliveiras, obra do Pró-Transporte vai precisar ser refeita

Já há alguns anos, a população que mora na divisa entre o bairro Planalto e o Centro têm se sentido incomodada com a falta de estrutura do local. O problema é visível no prolongamento da Rua Capitólio - próximo à Avenida do Contorno e o campo de futebol do Planalto, onde a falta de calçamento, de iluminação pública e o mato alto têm se tornado um empecilho para os moradores.
De acordo com o comerciante Jeferson Santos, que há mais de vinte anos mora no local, uma das maiores reivindicações dos moradores é que a Prefeitura dê continuidade à pavimentação da Rua Capitólio, fazendo a ligação até o calçamento da Avenida do Contorno. “Porque nós [os próprios moradores] calçamos a Avenida do Contorno e o prefeito ficou de ligar essa rua até a Capitólio, o que seria uns 150 metros de calçamento. Ficou esse compromisso da Prefeitura e nada”, relata.
Sem o calçamento desse trecho, o mato toma conta da via. Segundo Jeferson, a situação é ainda pior porque no local também abriga o Córrego Flecha e, por isso, há uma grande incidência de animais que invadem as casas. “O pessoal está pagando do próprio bolso para roçar o lote que é da Prefeitura, na beirada do Córrego. Os moradores pagaram porque não estavam aguentando os bichos subindo e entrando na casa deles.”
Outro problema enfrentado pela população é a iluminação precária. Jeferson explica que as ruas Capitólio e Avenida do Contorno possuem postes, no entanto, falta iluminação na curva de uma rua para outra, o que faz com que esse trecho fique bastante escuro. “Nós que temos crianças que vão para a escola, ficamos com medo. Eu tenho dia que vou para a esquina esperar meus filhos, porque é um local muito utilizado por usuários de drogas”, reclama.

 

PREFEITURA
Em respostam, a Prefeitura esclareceu, por meio de sua assessoria de imprensa, que os moradores podem optar por uma forma de calçamento compartilhado. Nesse caso, a Prefeitura entra com o maquinário e os responsáveis pelas residências, em comum acordo, fazem o rateio da mão de obra e do material a ser utilizado neste serviço.
Desse modo, caso haja a concordância de todos, um engenheiro da Secretaria Municipal de Operações Urbanas (Semop) irá até o local e fará os levantamentos necessários para que a obra seja executada. Caso exista interesse dos moradores por este sistema de parceria, eles devem se dirigir à Semop, no Setor de Calçamentos e Pavimentação, para que a obra seja então efetivada.
Já com relação ao mato alto e a falta de iluminação pública, os moradores podem denunciar irregularidades ou fazer pedidos pela internet ou pessoalmente, no setor de Protocolos. Pela internet, a denúncia pode ser realizada através do endereço www.divinopolis.mg.gov.br. Na lateral direita do site é necessário acessar o link “Cidadão”, clicar em “Denúncia Ambiental, Obras, Posturas” e seguir os passos.
Já pelo setor de Protocolo o contribuinte pode se dirigir ao prédio da Prefeitura, que fica na Rua Pernambuco, n° 60, Centro, no térreo.

 

JARDIM DAS OLIVEIRAS
No bairro Jardim das Oliveiras, alguns moradores também passam por um problema com relação ao calçamento – na Rua Recife, parte da obra do Pró-Transporte finalizada recentemente cedeu com as fortes chuvas registradas no final de semana. De acordo com uma moradora do local, que preferiu não ser identificada, a equipe contratada pela Prefeitura estava realizando o serviço de drenagem pluvial da rua na semana passada e terminou o calçamento na última sexta-feira.
“Mas não comprimiu a terra direito. Com a chuva que começou sábado, a terra foi levada pela correnteza, formando esse buraco. Para sair de casa agora está complicado, porque eu tenho filho pequeno e morro de medo de cair no buraco com meu carro”, relatou. Além da enorme cratera que se formou no local, o barro que desceu pela via se acumulou no final da rua, fazendo com que muitos moradores atolassem os carros ao tentar entrar nas residências.
Ontem mesmo, a equipe responsável pela obra já estava no local para começar a refazer o calçamento. Um dos funcionários esclareceu que o problema ocorreu porque há uma vazão muito grande da água pluvial. Segundo o funcionário, a equipe iria fazer uma espécie de barragem, no final da cratera, para impedir que o restante do material escoasse, abrindo ainda mais o buraco – sendo que a compressão da terra e a colocação do calçamento novamente serão realizadas depois que passar o período de chuvas.

 

Crédito: Lorena Silva

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