terça-feira, 4 de Outubro de 2011 09:27h Atualizado em 4 de Outubro de 2011 às 09:33h. Sarah Rodrigues

Moradores do Tietê fecham ruas em manifesto

Moradores do bairro Tietê fecharam a rua alameda Rio Claro na tarde de sábado (01), pedindo que as obras de drenagem pluvial no local sejam terminadas rapidamente.Devido ao período de estiagem os cidadãos não estavam aguentando a poeira e os transtornos

Os moradores da alameda Rio Claro no bairro Tietê e vizinhos de ruas adjacentes se reuniram na tarde de sábado (01), para manifestarem pelas condições em que estão submetidos.Desde que uma obra de drenagem pluvial teve início no bairro os cidadãos reclamam que as condições de trafego pioraram entre outros argumentos.


A população alega que a obra está demorando muito, há dias em que os funcionários da empresa não comparecem nas obras, deixando os vários buracos abertos nas ruas, atrapalhando o fluxo de veículos, preocupando os moradores, principalmente os que possuem crianças.


Além dos transtornos causados pela obra em si, os moradores ainda contam que o caminhão pipa da empresa busca água não potável para aguar a rua e na maioria das vezes a água vem de córregos contaminados. Depois que o caminhão passa a rua fica com um cheiro insuportável de esgoto.
Para pedir que providências urgentes sejam tomadas, cerca de 30 moradores se reuniram na tarde de sábado (01), fecharam a rua, impedindo a passagem de ônibus e carros, para amenizar a poeira e o fluxo.


Priscila Amorim Silva possui dois filhos e está grávida, e não aguenta mais a demora das obras, a poeira e o cheiro de esgoto na rua. “Eles estão jogando essa água suja aqui, está empoçando, tenho criança pequena. E isso não está afetando só eu, toda a rua está com um mal cheiro, essa água suja, essa bagunça e poeira, e eles não providenciam, não tiram a água”, conta.


Sobre o fechamento da rua a moradora conta que é porque os moradores não agüentam mais a situação. “Tem essa poeira, quando molha, fica barro, os carros passam correndo, estão vendo que está tudo em obra e não param e a construtora, não toma providencia”, relata.


Heraldo do Carmo Cardoso explica que a situação em que os moradores estão vivendo os levou a tomar a atitude de fechar a rua. A maioria dos cidadãos possui crianças pequenas que estão sofrendo com a poeira, e que têm dificuldade de ir à escola. A atenção precisa ser redobrada, devido aos buracos, muitos motoristas transitam na contramão.


O cidadão avalia que com o tempo seco a poeira fica entrando em suas casas, e mesmo que a rua fique molhada, após certo tempo devido a retirada do calçamento o volume de poeira aumenta muito. “A poeira fica entrando em casa, os meus meninos pequenos, estão com alergia do pó, já gastei com a minha filha quase R$ 300 este mês de remédio e ainda tem mais uma consulta que eu vou ter que pagar para ela”, frisa.


Cardoso relata que a população tem sofrido muito, mesmo que o caminhão pipa molhe a rua com água dos córregos, exalando mau cheiro, a poeira volta a afetar as residências. Os moradores das outras ruas também cobram que o caminhão circule por outras regiões para combater a poeira. “O caminhão pipa não joga direito, e nós ficamos revoltados, porque já vai para três meses, que estão mexendo na rua e até hoje não resolve nada, o pessoal está muito revoltado. Se joga água depois de meia hora, os carros e ônibus passam muito rápido e a poeira volta normal”.

 

 

REIVINDICAÇÕES


Enquanto os moradores fizeram a manifestação, a Polícia Militar passou pelo local. A população pediu aos militares que fizesse um Boletim de Ocorrência para relatar a indignação dos cidadãos em relação à empresa responsável e aos órgãos públicos. Segundo os militares uma queixa conta o órgão público seria feita.


Outro problema relatado pela população é o número de rachaduras, nas casas e nos passeios que a obra deixou no local. Eles querem uma garantia de que quando a drenagem pluvial for terminada e o calçamento for refeito os reparos também sejam realizados na rua.


A população tem ciência de que a obra beneficiará principalmente as famílias afetadas pelo período chuvoso, contudo eles pedem que a empresa termine o serviço rapidamente. A previsão inicial é de que em três meses a obra esteja concluída.

 

RESPOSTA


A reportagem da Gazeta tentou durante todo o dia contato com a Usina de Projetos e com a empresa Libe, responsável pela obra, mas até o fechamento da edição não obteve retorno.

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