quarta-feira, 16 de Março de 2016 10:11h Atualizado em 16 de Março de 2016 às 10:14h. Pollyanna Martins

Moradores pedem limpeza em lotes vagos

Os lotes vagos são um problema na cidade, pois os proprietários não limpam regularmente, e isso os torna criadouros do mosquito Aedes aegypti

Os lotes vagos de Divinópolis se tornaram verdadeiros transtornos para a população da cidade. Sem qualquer tipo de limpeza, muitos estão se tornando criadouros do mosquito Aedes aegypti e esconderijo para criminosos. Na edição do dia 12 de abril, o Gazeta do Oeste mostrou a situação que os moradores dos bairros Dona Rosa, Prolongamento Bom Pastor e Bela Vista vivem, por causa dos lotes vagos que cercam suas residências. Duas delas já foram invadidas, pois os criminosos se esconderam em um lote vago, e em outra casa, a família inclui o uso diário de repelente, para evitar a picada do mosquito.

 

 


Após a divulgação da matéria, o Gazeta do Oeste recebeu mais denúncias de lotes vagos com sujeira na cidade. Desta vez, o caso é no bairro Sidil, considerada região nobre em Divinópolis. Quem anda pelo bairro percebe a quantidade de lotes vagos com mato alto e sujo que tem na região. Moradores do Condomínio Benedito Ribeiro denunciaram a situação de um lote vago na Rua Paraíba. O lote fica no meio de dois prédios, e tem uma grande quantidade de madeira jogada, além de baldes que viraram criadouros do Aedes aegypti. Segundo uma moradora, que preferiu não se identificar, já chegou a encontrar no lote vários gatos mortos. A aposentada conta que há anos procura uma solução junto à Prefeitura, mas até hoje o problema não foi resolvido. “Há tempos nós procuramos uma solução para esse lote, mas até hoje nada. Hoje o lote está limpo, porque parece que o dono aluga, então tiveram que dar uma limpada para usarem, mas a situação é insuportável”, detalha.

 

 


Na cidade, há mais de 50 mil lotes cadastrados na Prefeitura. De acordo com a aposentada, ela e a síndica do prédio já procuraram o setor de cadastro da Prefeitura três vezes, mas foram informadas que os agentes do órgão não podiam realizar a limpeza, pois não sabiam quem era o dono, e que a Prefeitura tinha limitações para solucionar o problema. “Nos falaram que não sabiam quem era o dono do lote, mas eu perguntei como não sabiam, se tem que pagar o IPTU, e o dono tem que estar registrado no cadastro da Prefeitura?”, questiona. Ainda segundo a moradora, a responsável pelo setor disse ainda que a Prefeitura notifica os donos dos lotes vagos quando estão sujos e, caso não façam a limpeza, os proprietários são incluídos na dívida ativa do município. “Eles [a Prefeitura] podem até notificar o dono, e o colocarem na dívida ativa, mas o lote continua sujo aqui, ninguém limpa”, reclama.

 

 


O resultado do lote sujo é a quantidade de escorpiões que são encontrados na região. A aposentada relata que moradores do prédio já encontraram duas vezes o aracnídeo no prédio. “Fiscais da vigilância já estiveram aqui e nos falaram que os escorpiões estão entrando no prédio, porque o lote está cheio de madeira velha, e é o local que eles ficam. Nos orientaram a não deixar nada fresco, como azulejo encostado na parede, porque eles podem se refugiar lá. A gente limpa a nossa casa, mas o vizinho não limpa a dele”, ressalta.

 

 


PREFEITURA
A Prefeitura de Divinópolis informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que “sobre o endereço da Rua Paraíba, não há endereço de correspondência válido para notificação, assim como CPF do proprietário, conforme levantamento realizado pelo fiscal da área junto ao Cadastro Técnico Municipal, que alimenta o banco de dados.
Todo cidadão deve procurar o município para atualização de endereço, para que possa receber suas correspondências. Este serviço é realizado através do Cadastro Técnico.
Quanto à entrada de agentes de Saúde nos imóveis, deverá entrar em contato com a Secretaria de Saúde para obter informações sobre o procedimento”.

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