sábado, 15 de Agosto de 2015 05:28h Atualizado em 15 de Agosto de 2015 às 05:30h. Pollyanna Martins

Moradores reclamam de calçamento solto no bairro Belvedere

Bairro foi financiado pelo programa Pró-Transporte, com recursos do PAC

Os moradores do bairro Belvedere estão reclamando do calçamento, que está solto em várias ruas do bairro. Nossa reportagem andou em toda a Rua La Paz e identificou vários pontos em que o calçamento soltou. O bairro recebeu o calçamento após a Prefeitura de Divinópolis assinar o contrato de cerca de R$ 23,1 milhões com a Caixa Econômica Federal para aplicação no programa Pró Transporte. A prefeitura contratou então, no início do ano passado a construtora Libe, para executar a obra. A empresa recebeu na época o valor de R$22,3 milhões através do contrato nº 004/2014. Além do bairro Belvedere, os bairros Candelária, Oliveiras, Santa Rosa, Padre Eustáquio, Santa Lúcia, Nova Holanda, Nova Fortaleza e Grajaú foram beneficiados com a execução de pavimentação e drenagem de vias como objetivo.
O relatório da Controladoria Geral da União (CGU) publicou um relatório de fiscalização este ano, que apontou: “Poliedros mal assentados nas ruas José da Silva de Oliveira e Abelardo Moreira Gomes (Bairro Belvedere), sem estabilização e com falhas pontuais, indicando que não foi feita a colocação adequada das peças e possível falta de compactação do pavimento acabado com rolo compressor”.
O documento considerou também que os poliedros (calçamento) podem ser retirados com a mão, o que acarreta risco de acidentes nas ruas e também com pedestres. “Em exame realizado nas fases construtivas do pavimento, foi verificado que está sendo realizado reforço de subleito e compactação com máquina tipo rolo pé de carneiro, antes das etapas de colocação de areia e poliedros. Não foi verificada, durante a inspeção física, a realização de compactação de superfície de pavimento com rolo compressor”, explica o documento.
De acordo com uma moradora, que preferiu não se identificar, ela e outros vizinhos precisam colocar cascalho nos buracos que se abriram nas ruas, para que os carros não estraguem. “Para a gente poder passar nas calçadas, nós esperamos os carros passarem, porque temos medo de sermos atingidos por alguma pedra solta”, conta. No relatório do CGU, a Prefeitura informou que “está tomando as providências necessárias para a correção dos problemas apontados, durante a fase de execução da obra, apresentando registros fotográficos de intervenções realizadas. Informou também que a Copasa vem realizando os trabalhos de correção do nivelamento das tampas dos poços de visita. Entretanto, para confirmar a correção integral das falhas apontadas, é necessária a realização de visita técnica aos locais da obra.”.




Credito: Pollyanna Martins

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