quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2015 09:27h Atualizado em 4 de Fevereiro de 2015 às 09:33h. Mariana Gonçalves

Movimento unificado retoma atividades com projetos para a preservação da água

A forte crise hídrica vivenciada pelo Brasil atualmente fez com que assuntos relacionados à preservação da água ganhassem ainda mais importância

O movimento Água é Fonte de Vida – O Rio Itapecerica Não Pode Morrer retomou as suas atividades essa semana, priorizando a necessidade de conscientização e do desenvolvimento de ações que preservem a água, principalmente no espaço em que vivemos.
“Começamos esse ano uma outra fase do movimento, que é sair para fora da sala de reuniões e ir trabalhar a divulgação e conscientização, mostrando a seriedade e a tristeza que está o cenário da falta de água no nosso país, em especifico em Minas Gerais”, destaca a diretora do Sindicato dos Trabalhadores da Educação Municipal do Município de Divinópolis (Sintemmd), Maria Aparecida.
No encontro realizado ontem na sede do Centro Diocesano de Pastoral (Obras Sociais), estiveram presentes membros de diversos segmentos da sociedade, que estão unidos nesse movimento. “Nosso intuito com esse encontro é já ter o planejamento estratégico das nossas ações. Queremos elaborar seminários, realizar atos públicos, notificar o setor público responsável pelo Meio Ambiente do que as comunidades estão percebendo, dentre outras atitudes”, afirma Maria Aparecida.
Para esse primeiro momento as ações deverão ocorrer até o mês de maio, após esse período o movimento irá traçar novos caminhos.

NECESSIDADE
O movimento nasceu no ano passado devido principalmente à necessidade de pressionar a Prefeitura de Divinópolis quanto à limpeza do Rio Itapecerica, que por vários dias esteve coberto de aguapés. Com isso o movimento descobriu diversas irregularidades sendo cometidas contra o meio ambiente.
“Tivemos uma parceria muito importante com a Diocese de Divinópolis, porque conseguimos manter as lideranças unidas em prol do rio para um movimento silencioso envolvendo documentação e notificações que mantivessem o poder público de olho no rio para limpá-lo de fato. Contamos com a morosidade do serviço público, no entanto o rio voltou a ter a visão de água, mesmo que ela ainda continue imunda. Mas o que quero destacar é que esse movimento teve uma contribuição até interessante na limpeza do rio, porque durante um tempo nos preocupamos com o aguapé e a partir dele descobrimos o uso e a ocupação do solo em torno do rio, com construções irregulares e agressão ao meio ambiente”, destaca a diretora do Sintemmd.
Maria Aparecida diz ainda que “a chuva está caindo, porém vemos destruição e a água correndo solta, sem nenhuma ação coletiva pública para acondicionar parte desta água que está caindo do céu.”

RACIONAMENTO
A situação da falta de água no Estado foi assunto de uma reunião da presidente Dilma Rousseff com os governadores do Rio de Janeiro e de Minas Gerais.
Com a chuva dos últimos dias, o nível do reservatório Serra Azul, que está em situação mais crítica, subiu muito pouco. Juntas, as três represas do Sistema Paraopeba, que abastece 31 municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte, caiu por causa do consumo.
O governador Fernando Pimentel foi a Brasília apresentar à presidente a situação hídrica do Estado. Por enquanto, há apenas pedidos para que a população reduza o consumo, mas a cobrança de sobretaxa está sendo avaliada para os próximos meses, se a situação não melhorar.
Além disso, Pimentel pediu ajuda ao governo federal para a implantação de um plano de contingência em Minas Gerais, estimado em R$ 800 milhões para obras emergenciais e a longo e médio prazos.

 

Crédito: Mariana Gonçalves

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