terça-feira, 25 de Outubro de 2011 09:42h Flaviane Oliveira

Mudança de direção do Clube dos Ferroviários

Durante primeira assembleia após nomeação da nova diretoria, moradores do Bairro Esplanada se dizem preocupados com a estrutura do clube deixada pela antiga direção e já planejam ações para melhorias no local

A nomeação da nova diretoria do Clube dos Ferroviários foi efetivada no último fim de semana e junto com a primeira assembleia vieram novas discussões e a indignação dos membros da associação de moradores do Bairro Esplanada que se dizem preocupados com a estrutura do clube deixada pela antiga direção.


Durante a reunião, o advogado Webert Silva, esteve presente a convite da antiga direção e se manifestou sobre o clube em entrevista à Gazeta do Oeste, “Eu fui chamado aqui hoje para explicar para o pessoal que está tentando assumir a diretoria, mas eles não quiseram ouvir. Na época que foi leiloada a parte recreativa do clube, o Carlinhos tinha assumido há seis ou cinco meses a diretoria e fez uma chamada para os sócios, para poder fazer a liquidação do crédito trabalhista que na época era de oito mil reais a serem liquidados na Justiça do Trabalho. Esses oito mil é que ensejavam o leilão, porém existia uma dívida de mais de 100 mil com encargos trabalhistas e outros de alguns outros funcionários que também tramitavam. Com o leilão da parte foram quitados os valores devidos” afirma.


Carlinhos como assim denomina o advogado era o então o diretor do clube. O advogado declarou ainda que o antigo presidente tentou convocar os sócios da época que não atenderam ao chamado, “Na época eram 1150 remidos, sendo que 150 cotas foram dadas gratuitamente, então nesse caso aí vamos contar 1150, desse total eu não vou dizer que mandei as cartas dos 1150 remidos, mandei dos que estavam em mãos, no decorrer uns 400 a 500 e tem tudo documentado, só que não fui ouvido. Se fosse atendido o clube não seria vendido” declarou Carlos.

 

 

POLÊMICA


O consultor ambiental Márcio José Torres aproveitou para falar da situação que levou o clube ao cenário atual, “Não posso afirmar nada porque o que a gente tem aqui é relatos que foram passados e o que a gente tem observado. Aqui foi passado em janeiro de 2007 ao senhor Carlos Alberto, uma eleição meio contestável e de lá isso aqui virou um terreno como se fosse dele, as coisas foram sumindo e não sabemos para onde foi. Para os alugueís do campo não existe uma conta bancária e nem um livro caixa e a gente quer saber pra onde foi. Quando foi em dezembro de 2009 nós fizemos uma assembleia geral e nós fizemos uma diretoria e fomos eleitos para a presidência. Ele negou aceitar a decisão e nós chamamos a polícia, fizemos um boletim de ocorrência e entramos na justiça e agora no dia 29 de setembro saiu no Diário Oficial, o juiz nos dando a causa e a legitimidade da eleição e a posse imediata do clube” afirma Márcio.

 

INDIGNAÇÃO


O presidente da associação de moradores do Esplanada, Paulo Roberto Eugênio, afirma que encontrar o clube na atual situação deixou moradores decepcionados, “A gente está muito triste porque praticamente fomos criados aqui no Ferroviário, ou jogando bola, ou vendo o espetáculo de alguém jogando e encontrar o clube nesse estado, foi vendido tudo aqui dentro. O Ferroviário é muito mais que um espaço e foi um clube que já foi vice campeão mineiro da primeira divisão e isso orgulha muito a gente de ser ferroviário e morar aqui no bairro” desabafa.


José Neves, um dos membros da nova diretoria ressalta que vai tomar posse com muito empenho para reerguer o Ferroviário e reativar o espaço para a comunidade e relembra os bons tempos do clube, “O clube ficou funcionando em termos, mas nos últimos seis meses o clube ficou desativado. Em momento algum há documentos que comprovem uma assembleia. Antes aqui funcionava um parque aquático bem equipado, piscinas, saunas e quadras de esporte. Era uma área de lazer completa, academia de ginástica, um salão de festas, iluminação. Acabou, foi tudo depredado” lamenta.

 

 

MELHORIAS


A nova direção já planeja as melhorias para o clube, “Já que o clube social não tem mais condição de existir porque tudo que tinha foi vendido é tentar fazer uma escola de futebol para crianças e adolescentes e um centro de convivência para os idosos e voltar isso aqui para a comunidade de Divinópolis. Aqui nós vamos reconstruir o clube e vamos fazer campanha para arrecadar fundos, fazer jantares, tudo isso nós vamos fazer para recuperar o clube. Contamos com o apoio não só dos moradores do Esplanada como também do município porque isso aqui pertence a todos os moradores de Divinópolis” finalizou a nova direção.
 

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