quinta-feira, 26 de Março de 2015 10:18h Atualizado em 26 de Março de 2015 às 10:24h. Lorena Silva

Municípios que compõem consórcio aguardam definições do Estado para iniciar construção de aterros sanitários

Secretaria de Minas vai definir onde ficarão os aterros e encaminhar o recurso federal para a construção

Depois de ter integrado, no ano passado, um consórcio intermunicipal destinado a construção de aterros sanitários, o Consórcio Regional de Saneamento Básico (Coresab – Boa Vista), Divinópolis atualmente aguarda um posicionamento do Estado para, juntamente com os outros 13 municípios que compõem o consórcio – dentre eles Oliveira, Carmo da Mata, Itapecerica, Cláudio e Carmo do Cajuru – começarem a dar andamento na construção dos aterros.
Segundo o secretário municipal de Planejamento Urbano e Meio Ambiente, Willian Araújo, os municípios realizaram estudos na região com o intuito de apontar os locais estratégicos, do ponto de vista técnico e ambiental, que poderiam receber os aterros. De acordo com o secretário, esses estudos foram encaminhados à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional, Política Urbana e Gestão Metropolitana (Sedru), que será a responsável por definir esses espaços e providenciar o licenciamento ambiental para dar início à construção dos locais.
Além de definir os municípios que receberão os aterros sanitários, a Sedru também vai ser a responsável por encaminhar a verba proveniente do Governo Federal para a construção desses espaços. “O único custo que as cidades vão ter é ratear a compra dos terrenos dos aterros sanitários. A construção do aterro, toda a sua adaptação, o licenciamento ambiental do terreno, fica por conta do Governo Federal, através da verba que vem especificamente para os aterros”, explicou Willian, em matéria veiculada pela Gazeta em julho do ano passado.

 

LOCALIZAÇÃO DOS ATERROS
No ano passado, Willian já havia destacado a possibilidade de que Divinópolis abrigue um dos aterros sanitários. “Até por questão de logística. Das 14 cidades, Divinópolis é a maior e a que mais gera resíduos. Do ponto de vista financeiro, para a administração do consórcio seria melhor que houvesse um aterro aqui no município ou bem perto daqui, para que não houvesse um transporte de caminhões nas estradas”, argumentou na época.
No entanto, isso só será possível caso o local escolhido não seja o mesmo onde funciona o aterro controlado do município - localizado na estrada para Carmo do Cajuru e que atualmente recebe todos os resíduos sólidos gerados pela população. Isso porque, do ponto de vista ambiental, várias restrições impedem a construção nesse espaço. Uma delas é por estar em um raio muito próximo ao aeroporto Brigadeiro Cabral.
O aterro controlado de Divinópolis tinha o mês de junho do ano passado como data limite para desativação. Também no ano passado, o secretário explicou que, com o consórcio, a Prefeitura fez uma consulta junto ao Ministério Público para que esse prazo fosse prorrogado até que o aterro sanitário seja instalado. Mesmo não podendo abrigar o aterro sanitário, o município tomou providencias para requalificação do local, como a retirada dos catadores de lixo e vigias armados 24h, cinturão verde, recobrimento de área dos resíduos e impermeabilização do solo pra drenagem do chorume.

 

Crédito: Arquivo GO

Leia Também

Imagem principal

24 de Janeiro

© 2009-2017. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.