terça-feira, 19 de Janeiro de 2016 08:49h Atualizado em 19 de Janeiro de 2016 às 08:54h. Mariana Gonçalves

Nível do rio está sob monitoramento constante

As chuvas que estão caindo em Divinópolis têm colocado a população em estado de pânico, principalmente desde o último final de semana

As chuvas que estão caindo em Divinópolis têm colocado a população em estado de pânico, principalmente desde o último final de semana, quando começaram a ser espalhados por WhatsApp e redes sociais fotos da enchente do Rio Itapecerica, ocorrida em 2008, como se fossem fotos atuais. Na tarde do domingo (17), o prefeito Vladimir Azevedo convocou em seu gabinete uma reunião de urgência com representantes da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Policia Militar e Copasa para nivelar as informações a respeito do assunto e, mais uma vez, reforçar as medidas adotadas, caso haja necessidade.


Na Ponte do Porto Velho e do Niterói, o nível das águas do Rio Itapecerica pode ser visto em um volume considerável. Nossa equipe percorreu alguns pontos também do bairro Esplanada, onde percebemos locais de alagamento, como, por exemplo, a rua de acesso à Copasa.


Em entrevista ao Jornal Gazeta do Oeste, o secretário de Operações Urbanas e Defesa Civil, Dreifus Rabelo, destacou que a população não deve entrar em pânico, pelo contrário, deve-se manter calma, pois toda a situação está sendo muito bem controlada. Ontem mesmo, os níveis das águas do Itapecerica começaram a abaixar. “Temos algumas réguas pintadas em determinados pontos dos rios que compõe o Itapecerica, essa régua começa do zero no nível normal do rio. Há quase duas semanas, estávamos com 50 centímetros abaixo do nível normal, com as chuvas, ele recuperou esse valor negativo e acrescentou mais 65 centímetros. Estamos monitorando o rio no período de duas em duas horas, e ele já apresentou um sinal de queda”, disse o secretário, informando também que “ontem, após a hora do almoço, houve uma queda de dois centímetros no volume do rio. Para uma vazão que estava aumentando entre 18 e 20 por hora no final de semana, a tendência é diminuir agora. É importante dizer ainda que não tivemos a ocorrência daquela tromba d’água que estava sendo dita por aí”, completou Dreifus.

 

 

PREVENÇÃO

Para Dreifus, o episódio vivido no município em 2008 não irá se repetir. “A Prefeitura já vem trabalhando na prevenção há algum tempo. Foram construídas galerias, gaviões, nas encostas fizemos muitas coisas também, retiramos famílias que residiam em áreas de risco do Alto São Vicente e isso vem melhorando a situação de Divinópolis”, afirma.
O rio recebeu sim um volume considerável de água, mas ao que tudo indica, agora a tendência é abaixar, claro que os acontecimentos envolvendo a natureza são de certa forma impossíveis de prever, mas o secretário garante que tudo está sob controle.
“Gostaria de ressaltar que todos os dados que colhemos é um serviço em conjunto da Defesa Civil das cidades de Cláudio, Carmo da Mata e Itapecerica, além do radar do IGAM, que nos fornece com grande presteza alguns dados também”, salientou o secretário.

Em nota, a Prefeitura emitiu o seguinte boletim, “O monitoramento feito no rio Itapecerica durante todo o domingo, madrugada e manhã de segunda-feira aponta para uma estabilização da sua cheia. A boa notícia é reforçada pelo fato do Rio Itapecerica ter absorvido bem as cheias dos ribeirões Boa Vista e Vermelho, que são seus afluentes. A expectativa é que, nas próximas horas, as águas do Itapecerica comecem a retroceder.”
Por enquanto, não há previsão de chuvas mais significativas a montande - na cabeceira do Itapecerica - o que contribui para a água baixar.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e Prefeitura, não há registro de ocorrências em função do volume de água no Rio Itapecerica. A população pode entrar em contato com a Defesa Civil pelo telefone 199, Corpo de Bombeiros pelo 193 e Policia Militar pelo 190.

 

 

PARCELA DE CULPA

De acordo com o secretário, alguns casos em que a Defesa Civil foi acionada esse ano são ações que tiveram a intervenção humana, o que resultou em consequências perigosas. “Essas primeiras semanas do ano tivemos pouquíssimos chamados para a Defesa Civil, e quase todos foram provocados pelo homem, porque às vezes começou uma obra num período prejudicial, ou escavou o terreno mais do que deveria, não respeitando um afastamento limite para suportar o peso do muro, como foi o caso que tivemos no bairro Itaí - a pessoa fez o muro sem respeitar os espaços e, com as chuvas, a água infiltrou, levando o barranco que caiu em cima de um veículo. Então são fatos que têm chegado para nós, e que percebemos que têm a intervenção humana”, afirma Dreifus.
O secretário reforça o pedido de colaboração da população, no sentido de evitar possíveis tragédias, conforme ele nos contou, os cidadãos devem ficar mais atentos aos horários da coleta de lixo, evitando-se assim, depositar o lixo nas ruas em horário inadequado. “Temos grande dificuldade com relação à população. O excesso de lixo fora do horário de coleta, por exemplo, o caminhão está programado para passar às 18h e às vezes, por diversos motivos, a pessoa não coloca esse lixo no horário programado, e leva esse lixo pra rua depois que o caminhão da coleta já passou e, principalmente nesse período chuvoso, o lixo pode ser carregado para as bocas de lobo ou as galerias de água pluvial e isso faz entupir rapidamente”, finaliza.

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