quarta-feira, 20 de Maio de 2015 11:17h Atualizado em 20 de Maio de 2015 às 11:23h. Jotha Lee

Nova data para início dos voos comerciais ainda depende de aprovação da ANAC

Companhia aérea informa que início das operações ainda está sujeito a alterações

Conforme o Jornal Gazeta do Oeste publicou com exclusividade em sua edição do dia 8 de maio, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) apontou novas restrições para o aeroporto Brigadeiro Cabral e não aprovou o pedido de liberação dos voos comerciais ligando Divinópolis a Campinas para o dia 1º de junho. A solicitação da data foi protocolada pela Azul Linhas Aéreas, companhia que vai operar a ligação, no dia 29 de abril, estabelecendo a data de 1º de junho para início das viagens. A Anac impôs novas restrições e não autorizou o voo, o que exigiu a marcação de nova data, registrando o oitavo adiamento para início das operações.
De acordo com a assessoria de imprensa da Anac, as restrições que impediram a aprovação do pedido estão relacionadas à brigada de incêndio. No início do mês, o caminhão-bombeiro da brigada chegou a Divinópolis e seis funcionários treinados já estão disponíveis. A Socicam, empresa que administra o aeroporto, garantiu na ocasião que tudo estava de acordo com as exigências da Agência, o que não se confirmou após a análise do pedido de início das atividades.
Em função da decisão da Anac, a Azul Linhas Aéreas protocolou novo pedido, solicitando o início das operações para o dia 22 de junho. O pedido ainda está sob análise da Anac, portanto ainda não se pode bater o martelo de que a data será mantida. Ontem, através da assessoria de imprensa, a Azul informou que a data ainda está sujeita a alteração. “Com as restrições que impediram o início dos voos no dia 1ª de junho, protocolamos novo pedido para o dia 22 de abril, mas isso não quer dizer que essa data seja definitiva. Como a solicitação ainda está sob análise da Anac que pode aprovar ou não, a data ainda está sujeita a alteração”, diz a nota.
A companhia aérea garante que está pronta para iniciar as atividades. “A Azul informa que, de sua parte, tudo está pronto para que a linha aérea entre em operação. É interesse da companhia iniciar as atividades o mais rápido possível, pois esses adiamentos causam transtornos ao organograma interno. Entretanto, somente após o parecer da Anac a respeito da data de 22 de abril, é que a Azul poderá confirmar em definitivo o início das atividades”, concluiu a nota da assessoria de imprensa.

 

OITO ADIAMENTOS
A ligação aérea entre Divinópolis e Campinas vem se arrastando desde dezembro do ano passado e sete datas já foram marcadas para início das operações, adiadas por restrições relacionadas à adequação do aeroporto. Na semana passada, o caminhão da brigada de incêndio e o aparelho detector de metais chegaram a Divinópolis. Seria a última exigência a ser cumprida pela Prefeitura para o início efetivo da ligação aérea.
De sua parte, a Prefeitura garante que cumpriu todas as exigências impostas pela Anac, que ontem, através da assessoria de imprensa, confirmou que as restrições que exigiram a marcação da oitava data foram motivadas por deficiências na brigada de incêndio. “Cumprimos todas as etapas no processo de adequação do aeroporto. Também cumprimos tudo que foi exigido da sala de embarque, criação de canal de inspeção que já está em fase de montagem [detector de metais], adequação da sala de bagagens e o setor de incêndio era a última etapa a ser cumprida, o que aconteceu com a chegada do caminhão”, foi o que afirmou o prefeito Vladimir Azevedo (PSDB), em entrevista à Gazeta do Oeste.
Entretanto, a possibilidade da data de 1º de junho ser alterada, já era prevista pelo secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Paulo César dos Santos. “É importante salientar que a Anac não faz a liberação com base exclusivamente em nossa situação. Ela também observa a situação da empresa aérea e existem vários motivos para liberar ou não. No que tange à nossa parte, estamos prontos e se há algum outro impedimento, a solução dependerá somente da atuação da Azul”, disse ele, isentando o município de qualquer responsabilidade por mais essa alteração na data para o início efetivo dos voos comerciais.

 

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