quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2015 11:35h

Novo balanço da dengue aponta estabilidade

Dados divulgados pela Diretoria de Vigilância em Saúde, órgão ligado à Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), aponta que o número de notificações de casos suspeitos de dengue continuou estável

Até 10 de fevereiro foram contabilizados 19 casos notificados como suspeitos, sendo que no mesmo período do ano passado haviam sido notificados 186 casos suspeitos desta doença.

A diretora de vigilância em saúde, Celina Pires, aponta um diferencial de 2015 em comparação com 2014. “A análise dos números atuais demonstram que não iniciamos o ano já em epidemia como no ano passado. Mas a situação requer atenção visto que estamos entre o limite mediano e superior do nosso mapa de controle, conforme ficou caracterizado, também, no Levantamento de Índice Rápido doAedes aegypti-LIRAa; realizado no mês de janeiro”, explica Celina.

Entre os locais que apresentaram maior número de casos suspeitos de dengue estão o Belvedere, três casos, e os bairros Sidil, Nossa Senhora das Graças e Cidade Jardim com dois cada.

A Diretoria de Vigilância em Saúde da Semusa ampliou o trabalho de orientação junto à população. Neste sentido, somado a outras estratégias adotadas, o trabalho junto aos veículos de comunicação da cidade tem sido intensificado e se mostra importante para levar mais informação aos divinopolitanos.

“Estamos ocupando todos os espaços que nos são oferecidos para trabalhar a questão da eliminação dos focos de proliferação do mosquito da dengue dentro nas residências. Quanto mais pessoas falando e agindo sobre essa questão melhor será”, defende Celina.

Sistema de notificações

Todas as unidades de saúde são responsáveis por garantir acesso aos casos suspeitos de dengue, cabendo à equipe local realizar o primeiro atendimento e avaliação criteriosa. Todo usuário que chegar ao estabelecimento de saúde com suspeita de dengue, deverá ser acolhido pela equipe de saúde, direcionado para avaliação médica e somente se for mantida a suspeição, o mesmo deverá ser notificado como caso suspeito de dengue. Todo profissional de saúde, ao constatar a suspeita fica obrigado a fazer a notificação.

 

Considera-se caso suspeito de dengue “todo paciente que apresente doença febril aguda, com duração máxima de sete dias, acompanhada de pelo menos dois dos sinais ou sintomas como dor de cabeça, dor nos alhos, nos músculos, nas articulações, abatimento ou manchas avermelhadas na pele, associados ou não a presença de sangramentos ou hemorragias”.

 

A Diretoria de Vigilância em Saúde, por meio do setor de vigilância epidemiológica, realiza uma interface com as entidades de saúde privadas (hospitais, clinicas e laboratórios) para também coletar dados de atendimentos de casos suspeitos e confirmados de dengue. O repasse dessas informações é fundamental para que se tenha um cenário mais preciso e, assim, tornar mais efetivas todas as ações de controle dessa doença.

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