terça-feira, 13 de Janeiro de 2015 09:12h Atualizado em 13 de Janeiro de 2015 às 09:16h. Mariana Gonçalves

Novo protesto une manifestantes contra reajuste da tarifa de ônibus

Com cartazes, ativistas fizeram caminhada para informar os moradores e mostrar indignação com o aumento do valor do transporte coletivo

No fim da tarde de ontem uma passeata chamou a atenção de quem estava percorrendo as principais ruas do Centro de Divinópolis. A segunda manifestação contra o reajuste da tarifa de ônibus teve como objetivo informar a população do motivo pelo qual o grupo de ativistas está lutando, além de mostrar como está o processo de negociação da Frente de Luta Pelo Transporte Público e de Qualidade de Divinópolis com a Prefeitura, por meio da Secretaria de Trânsito e Transportes (Settrans).
Com cartazes, faixas, apitos e alguns instrumentos musicais, cerca de 20 manifestantes percorreram a Avenida Primeiro de Junho sentido Rua Goiás. Segundo o estudante Marlon Ferreira, após a Prefeitura ter entregue a planilha para análise da Frente, foi protocolado um relatório prévio no qual o grupo pede uma série de outros documentos para a finalização de sua análise. A Frente ainda solicitou uma reunião para hoje, às 18h. Contudo, o estudante destacou que ainda não houve um posicionamento oficial da Prefeitura acerca do documento protocolado.
A luta dos ativistas vai além da discussão de um reajuste de R$ 0,40. “O nosso foco é a qualidade do transporte público. Se a tarifa estiver dentro do bojo da qualidade vamos discutir a tarifa também. E para falar em qualidade precisamos discutir isso com quem usa o serviço, ou seja, a população. Além disso esse relatório preliminar nosso já apontou a possibilidade de redução da tarifa e acredito que nosso estudo já esteja até nas mãos dos técnicos da Prefeitura”, encerrou Marlon.

 

 

DIÁLOGO
Segundo a assessoria de comunicação da Prefeitura, o órgão está aberto ao diálogo com a Frente, fornecendo inclusive os documentos que têm sido demandado. O processo está em análise agora por parte da Frente.
Quem também se pronunciou sobre o assunto foi o diretor do Consórcio Transoeste, Felipe Carvalho. “O reajuste ele é avaliado por meio de todos os insumos e coeficientes do edital de licitação. E devido ao grande investimento que as empresas tiveram que fazer na renovação de frota para atingir 100% da frota acessível, e devido aos reajustes dos principais insumos como salários e óleo diesel, chegou-se em um valor determinado pela Prefeitura. Isso tudo é baseado em estudos técnicos que são amparados pelo edital de licitação. A planilha foi definida toda embasada no edital de licitação, então não há contradições nela”, alega.
A reportagem questionou Carvalho sobre a comparação da tarifa de Belo Horizonte e Divinópolis que está sendo posta à prova em razão da discussão sobre o tempo e a extensão percorrida pelos coletivo nas duas cidades.
“O tamanho não interfere, o que interfere é o percurso do ônibus. Em Divinópolis temos alguns itinerários pouco produtivos devido às diversas paradas entre um ponto e outro. Por isso, o tempo que você gasta no atendimento de uma determinada linha na cidade chega a ser equivalente ao de Belo horizonte devido a essa baixa produtividade. Seria basicamente assim: temos uma distância de cem metros. Se você for reto, consegue chegar ao final em dez segundos. Se for parando ou desviando o caminho você chega em um minuto. Então não quer dizer que a distância retilínea sendo menor o seu custo também será menor”, defendeu Felipe.

 

Crédito: Mariana Gonçalves

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