terça-feira, 4 de Setembro de 2012 14:04h Camila Caetano

Novos ambulantes de Divinópolis passam por maior fiscalização da Vigilância Sanitária

Na mesma proporção que cresce o número de ambulantes em Divinópolis que vendem alimentos em alguns pontos estratégicos da cidade também aumenta a quantidade de pessoas preocupadas com a higiene desses estabelecimentos, assim como, o tipo de alimentação, o que provoca uma série de discussões nas mais distintas organizações governamentais, já que esses produtos comercializados podem ser contaminados facilmente por microorganismos, devido às más condições dos locais ou manipulações incorretas dos alimentos.

 


O ambulante, José Wilson, trabalha em um ponto de Divinópolis há seis meses e afirma que mantém ao máximo a higiene do ambiente, assim como a preparação das carnes e queijos utilizados nos espetinhos. “Tudo com muita higiene, açougue idôneo, a carne está a toda hora refrigerada no freezer. Eu já trago o espetinho pronto, mesmo no calor dá para refrigerar porque normalmente ele vem é mais congelado ai com o período que a gente está trabalhando ele não descongela de tudo, não tem perigo de perder a carne. Periodicamente eu tiro tudo da carretinha e faço uma limpeza geral e o produto perecível não fica aqui dentro, ai não tem risco de contaminação nem nada”, relata José Wilson. O fato de levar as carnes que sobram para casa, de acordo com José Wilson não prejudica o alimento, pois o mesmo já está temperado que age como um conservante. Contudo essa alternativa não é indicada.

 


O mesmo ainda conta que possui um alvará do estabelecimento, exigido pelas normas da Prefeitura, passando assim por todo o processo de fiscalização. Esse andamento iniciou há pouco tempo, onde todos os alvarás realizados são encaminhados à Vigilância Sanitária, a qual vai ao local a fim de averiguar qualquer irregularidade. “Antes esse alvará não vinha para a Vigilância Sanitária, agora ele vem. Quando encaminhado é feita a vistoria, passamos as orientações que devem ser feitas, principalmente em relação à higiene e boas práticas, como a presença de no mínimo duas pessoas, uma para manipular o dinheiro e outra que terá contato direto com o alimento. E não libera esse alvará não, a gente volta depois, combinamos um prazo com eles, e quando cumprem esse prazo é que a gente vai liberar o alvará dele”, complementa Janice de Oliveira Soares, Coordenadora da Vigilância Sanitária de Divinópolis.

 


Segundo a Coordenadora o primeiro passo é solicitar que as mudanças sejam feitas, e o fiscal que determinará o prazo necessário para a correção de qualquer irregularidade, pois às vezes é preciso comprar algum objeto para adequar. “Se ele não cumprir esse prazo a gente dá uma intimação, não cumprindo dá uma infração e abre um processo administrativo”, conclui Janice.

 


Dos ambulantes com o alvará mais antigo a Vigilância Sanitária não tem acesso, deste modo, é necessário que o consumidor fique atento e ao perceber qualquer erro faça uma denúncia para que assim a Vigilância possa ir até o estabelecimento em questão. “Porque realmente a gente não tem conhecimento de todos, a gente não sabe onde ficam, então quando recebemos uma denúncia e geralmente eles funcionam à noite ai a gente coloca uma dupla de fiscais para trabalhar nesse período”.

 


Alcione Maria conta que consome quase todos os dias um churrasquinho do ambulante José Wilson, pois o mesmo localiza em frente ao seu trabalho. “Eu já viciei, compro pra mim, meu marido, meu irmão, churrasquinho dele é tão gostoso que a gente não resiste”, declara Alcione. Além disso, ela comenta não ter receio de comprar pelo fato de estar sempre por perto, assim, consegue acompanhar todo o processo “a gente vê como ele é higiênico, eu compro porque estou vendo, sempre aqui do lado”. Contudo, a mesma afirma que de outros ambulantes da cidade não arrisca a comprar, por não estar vendo o trabalho dos mesmos a todo instante.
É válido ressaltar que com o calor intenso os consumidores devem redobrar os cuidados com alimentos que poder ter uma rápida proliferação de bactérias no meio ambiente. Além disso, qualquer denúncia em relação aos estabelecimentos de Divinópolis deve ser feita através do telefone 3221-8778, indicando a queixa e o respectivo endereço.

 

 

10 Dicas aos consumidores que não resistem a um churrasquinho


01-Como a carne já vem cortada, não é possível checar qual foi utilizada. Na dúvida, procure não exagerar no consumo desse petisco.
02-O consumidor deve estar de olho nas condições de higiene, organização e limpeza dos estabelecimentos.
03-É aconselhável o uso de panos de prato limpos.
04-Verificar se os alimentos são conservados adequadamente.
05-Os alimentos refrigerados precisam estar bem frios.
06-Na hora de consumir os consumidores devem observar quais são os vendedores ambulantes que têm autorização. Esses estão devidamente autorizados pela Vigilância Sanitária do município a vender os produtos, recebendo orientações prévias para a atividade sobre as boas práticas de manipulação.
07-Deve-se evitar a compra de queijo coalho, que muitas vezes está armazenado em recipientes sem isolamento térmico.
08-Os alimentos devem ser bem cozidos. Um alimento cozido pode ser contaminado por outro cru, por isso a tábua e demais utensílios devem ser lavados antes de serem usados em alimentos cozidos.
09-Em casos de indisposição, vômitos, e diarréias, a pessoa provavelmente contraiu uma doença transmitida por alimento – DTA. Nesse caso, o médico deverá consultado no menor espaço de tempo possível.
10- Produtos de origem animal, com carnes devem obrigatoriamente possuir o Selo de Inspeção Federal (SIF), Estadual (SIE ou SIPE) ou Municipal (SIM).

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