quinta-feira, 22 de Janeiro de 2015 09:52h Atualizado em 22 de Janeiro de 2015 às 09:54h. Lorena Silva

Número de inadimplentes aumenta quase 50% em Divinópolis

Segundo CDL, endividamento segue uma tendência nacional

No último mês o número de pessoas incluídas no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) foi 47,45% maior do que no mesmo período de 2013. Os dados foram divulgados ontem pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Divinópolis e revelaram ainda que esse índice foi o mais alto registrado em todo o ano passado – seguido de junho, cujo aumento com relação a 2013 foi de 44,50%, e de agosto, cuja elevação foi de 41,70%.
Apesar da oscilação nos números durante o ano, só os meses de janeiro, fevereiro e novembro apresentaram queda no número de inadimplentes do município – 11,44%, 1,82% e 26,64%, respectivamente. Em matéria veiculada no último dia 16, o presidente da CDL, Rogério Aquino, apontou que o endividamento do divinopolitano segue uma tendência nacional, sendo que o maior vilão dessas dívidas é o banco, respondendo por 50% delas. Já o comércio responde por 21% das dívidas e telecomunicações, 16%.
“Quase oito milhões de pessoas estão endividadas com telecomunicações. E é um serviço que até pouco tempo não existia, acabou agregando ao custo de vida. Hoje quase toda família tem um pacote com TV por assinatura, internet e telefonia em casa. Antes as empresas apenas cortavam o serviço, hoje elas já negativam o nome do assinante”, explicou o presidente na ocasião.
Para Rogério, 50% da população em dívida com o banco é uma preocupação para a economia, devido aos juros altos. “Os juros do banco são altíssimos. O varejo está espremido entre banco e telecomunicação, porque às vezes a pessoa deixa de pagar as contas pessoais em função do débito bancário. Quanto mais sobe a inadimplência do banco, [mais] sobe a do varejo. É proporcional.”

 

CANCELAMENTOS E CONSULTAS
Com relação aos cancelamentos de registros, em dezembro houve uma redução de 1,75%, se comparado ao mesmo período do ano anterior. Já as consultas para as compras a prazo tiveram um aumento de 11,5%, também em comparação a 2013.

 

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