sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2015 10:05h Atualizado em 13 de Fevereiro de 2015 às 10:07h. Lorena Silva

Número nos casos de Dengue permanece estável em Divinópolis

Neste início de ano, município registrou 167 casos a menos do que o mesmo período de 2014

Dados divulgados esta semana pela Diretoria de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) apontam que continua estável em Divinópolis o número de notificações de casos suspeitos de Dengue. De acordo com o órgão, até o último dia 10 foram registrados 19 casos suspeitos da doença, enquanto no mesmo período do ano passado haviam sido notificados 186.
Mesmo com o número abaixo do registrado em 2014, a diretora de vigilância em saúde, Celina Pires, ressalta que é preciso continuar atento à doença. “A análise dos números atuais demonstram que não iniciamos o ano já em epidemia como no ano passado. Mas a situação requer atenção, visto que estamos entre o limite mediano e superior do nosso mapa de controle, conforme ficou caracterizado, também, no Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa), realizado no mês de janeiro”, explicou, em material divulgado pela Prefeitura.
Dentre os locais que apresentaram maior número de casos suspeitos de Dengue estão os bairros Belvedere, com três casos, e Nossa Senhora das Graças e Cidade Jardim com dois casos cada. Para incentivar ações de combate à doença, a Secretaria tem ampliado o trabalho de orientação junto à população. “Estamos ocupando todos os espaços que nos são oferecidos para trabalhar a questão da eliminação dos focos de proliferação do mosquito da Dengue dentro nas residências. Quanto mais pessoas falando e agindo sobre essa questão, melhor será”, argumentou Celina.

 

SISTEMA DE NOTIFICAÇÕES
De acordo com a Semusa, todas as unidades de saúde do município se responsabilizam por garantir acesso a pacientes que apresentem suspeita da doença, cabendo à equipe local realizar o primeiro atendimento e avaliação criteriosa. Desse modo, todo usuário que chega ao estabelecimento de saúde com suspeita de dengue deverá ser acolhido pela equipe, direcionado para avaliação médica e, somente se for mantida a suspeição, deverá ser notificado como caso suspeito de dengue.
Ainda segundo a Secretaria, é considerado com suspeita de Dengue “todo paciente que apresente doença febril aguda, com duração máxima de sete dias, acompanhada de pelo menos dois dos sinais ou sintomas, como dor de cabeça, dor nos alhos, nos músculos, nas articulações, abatimento ou manchas avermelhadas na pele, associados ou não à presença de sangramentos ou hemorragias.”
A Diretoria de Vigilância em Saúde, por meio do setor de vigilância epidemiológica, também estabelece uma parceria com as entidades de saúde privadas – como hospitais, clínicas e laboratórios – para que consiga coletar dados de atendimentos de casos suspeitos e confirmados de Dengue. Segundo o órgão, o repasse dessas informações é fundamental para que se tenha um cenário mais preciso e, assim, tornar mais efetivas todas as ações de controle dessa doença.

 

FEBRE CHIKUNGUNYA
Segundo Celina, Divinópolis não teve nenhum registro de casos da Febre Chikungunya, causada por um vírus transmitido pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus. A doença é caracterizada por uma aparição súbita de febre, geralmente acompanhada de dores nas articulações do corpo, além de náusea e vômito.

 

 

Crédito: Divulgação / PMD

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