quarta-feira, 30 de Setembro de 2015 11:46h

O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados divulga dados e revela crescimento de emprego em nove estados

Paraíba, Alagoas e Acre foram os estados que mais geraram emprego este mês

Os dados do mês de agosto, que revelaram uma reação favorável da geração de empregos entre os estados brasileiros, foram divulgados nesta ultima semana, pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED). Dos 26 estados e Distrito Federal, apenas nove ampliaram o número de vagas de trabalho ocupadas, sendo que em julho, o aumento ocorreu em somente três.
O maior aumento ficou com o estado de Paraíba, com mais de 4 mil novos postos, seguido de Alagoas, com cerca de 2500 postos e o Acre, com aproximadamente 1200 postos, sendo um novo recorde para o mês. Os outros seis estados que tiveram saldo positivo foram Maranhão, Ceará, Sergipe, Piauí, Tocantins e Roraima.
Dos 17 estados restantes mais o Distrito Federal, ficaram com saldo negativo em relação ao nível de emprego, se destacam Minas Gerais, com -23.849 postos, São Paulo, com -16,992 postos e o Rio Grande do Sul, com -12,737 postos. Porém, é importante ressaltar que em São Paulo e no Rio Grande do Sul houve melhora no ritmo de perda de vagas em relação a julho.
No quesito regiões, somente o Nordeste registrou um saldo positivo no número de empregos com carteira assinada em agosto. No Sudeste, Sul e Centro-Oeste, o ritmo de queda das vagas de trabalho diminuiu. No Norte, a diminuição das vagas de emprego permaneceu praticamente estável.
Em todo o país, foi observado o bom desempenho no setor de Serviços, foi puxado, principalmente, por novas contratações nas áreas de Ensino (17.165 postos) e de Serviços Médicos e Odontológicos (5.162), houve também saldo positivo nas Instituições Financeiras (+227 vagas ocupadas).
Dentre os oito setores econômicos (Extrativa Mineral, Indústria de transformação, Serviços Industrias de Utilidade Publica, Construção Civil, Comercio, Serviços, Administração Pública e Agropecuária) que compõem o CAGED, no país houve também aumento na Administração Pública, com 730 postos. A Agricultura, por motivos sazonais, registrou diminuição no nível de emprego da ordem de 4.448 postos, porém, este foi o menor declínio para um mês de agosto desde 2005.

No Comércio e na Indústria de Transformação, os dados revelaram uma redução no ritmo de queda das contratações. No setor de Comércio houve um déficit de -12,954 no número de vagas ocupadas. Em julho, esse percentual havia ficado aproximadamente em 35.545 postos de trabalho a menos.

Na Indústria de Transformação, a queda ficou em -47.944 postos, em agosto. O desempenho do setor originou-se da queda de onze ramos, sobretudo na Indústria Têxtil, com -10.164 postos, na Indústria Metalúrgica, com -8.473 postos e na Indústria Mecânica, com -8.038 postos. A Indústria de Produtos Alimentícios foi o destaque positivo (+7.649 postos).

A Construção Civil, o setor Extrativo Mineral e o de Serviços Industriais de Utilidades Públicas – SIUP continuaram com uma trajetória negativa no número de vagas de emprego ocupadas.

O CAGED divulgou também um ranking da evolução do emprego formal em munícipios com mais de 30 mil habitantes do estado de Minas Gerais, onde o primeiro colocado foi o município de Congonhas, que teve um saldo positivo de 306 postos de trabalho. Divinópolis ficou em sexagésimo primeiro lugar no ranking, com -73 postos, sendo 1,927 admissões e 2,000 demissões. A capital mineira, Belo horizonte, fechou o mês de agosto com 36,656 admissões e 41,161 demissões, ficando com um saldo de -4,505 postos, levando a centésima decima colocação no ranking divulgado.
O setor de atividade econômica que mais teve queda em Minas Gerais foi o setor agropecuário, com cerca de -12,920 vagas, seguido pela construção civil, com -4,319 vagas e pela indústria de transformação, com -4,130 vagas. O único setor em que o saldo foi positivo no estado é o setor de serviços, com o aumento de 537 vagas.
Sobre o CAGED
Criado pelo Governo Federal, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) tem por objetivo servir como base para a elaboração de estudos, pesquisas, projetos e programas ligados ao mercado de trabalho, é com base neste cadastro que são subsidiadas as toadas de decisão para ações governamentais.
É utilizado também pelo Programa de Seguro-Desemprego, para conferir os dados referentes aos vínculos trabalhistas, além de outros programas sociais.

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