terça-feira, 17 de Junho de 2014 15:38h Atualizado em 17 de Junho de 2014 às 15:44h. Pollyanna Martins

O PROBLEMA CONTINUA

População denuncia falta de medicamentos em postos de saúde e no Sersam

Falta de medicamento e filas enormes. Essa é a realidade de quem precisa pegar remédio no Posto de Saúde do bairro Niterói.
Nossa reportagem esteve na unidade e a reclamação feita em novembro de 2013 continua.  Uma das usuárias, que preferiu não se identificar, denunciou que a situação dura há meses. A aposentada toma sete medicamentos e esteve no posto para buscá-los no dia 30 de maio, mas foi informada que o local não tinha a medicação e para não ficar sem os remédios, teve que comprar. “Eu estava sem os remédios e comprei sem poder, hoje tem os remédios, mas não dá para eu ficar aqui porque a gente fica no mínimo quatro horas na fila para pegar a medicação”, revela.
Em novembro do ano passado alguns usuários relataram que já ficaram sem pegar medicamento por causa da demora no atendimento. “Eu cheguei era 8h, já são 14h e ainda não consegui pegar meu medicamento. O movimento era muito menor quando o pessoal do Sersam buscava os medicamentos lá mesmo” reclamou a dona de casa, Marlene.
Além da demora, existe descaso no atendimento. Os usuários reclamam que não conseguem pegar o medicamento caso percam a ordem de chamada. “Peguei a ficha, como a minha vez passou, eu implorei a elas e estas não quiseram nem me atender. Me fizeram voltar ao último lugar da fila. Eu estou aqui desde 8 horas da manhã”, ressaltou o aposentado, V.M.C. A situação não melhorou e os usuários que estavam na fila na tarde de ontem denunciaram que muitas vezes o posto tem apenas uma pessoa para atender toda a demanda.

 

 

 

 

 

POSTO DE SAÚDE SÃO JOSÉ
Nossa reportagem também esteve, em novembro, no Posto de Saúde do bairro São José e vários usuários reclamaram da constante falta de medicamento. A professora e vizinha, Maria Lúcia de Souza Moura, contou que trabalhou na Escola Estadual Dona Diva de Oliveira, em frente ao posto, por 29 anos, e conhece bem a situação do lugar. Ela afirmou que o problema é recorrente já há muitos anos e que só tem piorado com os cortes no orçamento impostos pela Prefeitura.
Na época a dona de casa, Rosângela, que tem diabetes e hipertensão, disse que não pode ficar sem os remédios, e que sua condição de saúde não permite que ela espere tempo demais. “Já vim aqui três vezes, não consegui pegar o remédio por causa da fila.” Já se passaram pouco mais de seis meses, o problema persiste. Uma das moradoras do bairro, que precisa pegar todo mês sua medicação do posto, garante que já saiu da unidade sem os medicamentos e denunciou ainda as filas enormes que enfrenta para pegar os remédios.

 

 

 

 

SERSAM
O vereador e presidente da Comissão de Saúde da Câmara de Municipal, Edmilson Andrade (PT), disse, em entrevista à Rádio Minas, que tem recebido com frequência em seu gabinete pessoas que reclamam sobre a ausência de medicamentos nas farmacinhas do bairro São José e Niterói. São medicamentos, conforme o parlamentar, para a pressão arterial, para tireoide, dentre outras doenças.
Além dos remédios nos postos de saúde, o vereador disse estar preocupado com a falta de medicamentos no Sersam. “Hoje falta medicamento no Sersam e nos postos de saúde dos bairros Niterói e São José. São medicamentos importantes que não podem faltar. O Estado garantiu que os medicamentos foram comprados, então nós esperamos que essa entrega seja feita o mais rápido possível.”
Em nota, a Prefeitura de Divinópolis disse que sobre a “falta dos medicamentos, a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) informa que eles compõem repasse oriundo da Secretaria de Estado de Saúde (SES) e que está em contato com a mesma na busca de soluções para esta demanda.”

 

 

Crédito: Pollyanna Martins

© 2009-2017. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.