quarta-feira, 21 de Novembro de 2012 03:59h Daniel Michelini

Obras serão finalizadas em março 2013

Isolado por barreiras sinalizadoras e placas, o buraco na Avenida Paraná continua não apenas atrapalhando o trânsito de carros, mas também de pedestres. Moradores da região continuam indignados.

Isolado por barreiras sinalizadoras e placas, o buraco na Avenida Paraná continua não apenas atrapalhando o trânsito de carros, mas também de pedestres. Moradores da região continuam indignados. Metade da pista está tomada pela cratera, que está prestes a completar um ano.

 


A cratera foi resultado da enchente que ocorreu no início de 2012. Do lado do buraco, uma agência de veículos veio a desabar. Em relação aos primeiros meses do ano, a situação no local melhorou, levando em consideração que os destroços permaneceram no local por mais de três meses. Uma manifestação foi feita na época para “comemorar” os 100 dias da cratera, com balões e gritos.

 


No início do ano, o até então secretário de Defesa Civil, Adilson Quadros, disse que não havia um projeto que envolvesse o local, uma vez que a erosão não foi causada por ação humana, mas sim por força da natureza, pelo grande volume de água acumulado durante a enchente. Segundo ele, foi feito um projeto para fazer uma ponte no local, o valor total do projeto estava avaliado em R$ 2,5 milhões. Assim, Adilson disse que era preciso aguardar para que a verba pudesse ser liberada e as obras iniciadas.

 


As obras para a solução do problema começaram no início de Outubro, após verba de R$1,7 milhão liberada junto ao Governo Federal. A expectativa é de que as obras terminem em Março de 2013, segundo o superintendente da Usina de Projetos, Lúcio Antônio Espíndola.

 


A avenida Paraná é uma das principais vias da cidade, dando acesso à importantes locais, como o Parque de Exposições. Em diversas oportunidades, o trânsito no local precisou ser desviado para as ruas Castro Alves e Piauí, buscando evitar quaisquer tipos de acidentes, especialmente com veículos maiores, como caminhões e ônibus.

 


Entretanto, o que preocupa mais a população e os órgãos envolvidos nas obras da cratera é exatamente a volta do fenômeno que causou o estrago: a chuva. Divinópolis sofreu com as altas temperaturas em 2012, chegando a ficar mais de dois meses sem chuvas. Como de costume, o fim de ano trouxe algumas tempestades, fazendo com que os populares se perguntem: “O que irão fazer para evitar estragos maiores?”.

 


Segundo Lúcio Espíndola, muros de arrimo serão construídos no local para tentar que a força da água não torne as coisas piores do que já estão: “O período de chuvas influencia na sequencia da obra”, confirma o superintendente.

 


Além dos muros, Espíndola confirma que bueiros serão construídos, tentando fazer com que a água escoe antes de atingir o local.

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