quarta-feira, 2 de Abril de 2014 07:50h Pollyanna Martins

“Olho Vivo” continua sem prazo para entrega

Parecia ironia entregar um programa em pleno funcionamento na cidade no dia da mentira.

Mas hoje é fato consumado que a Prefeitura, em parceria com a Polícia Militar e a empresa Veotex, não conseguiram cumprir o que haviam prometido para entregar o programa “Olho Vivo”. Além disto, existe um desencontro nas informações disponibilizadas pelas partes envolvidas no projeto.
Quando o Olho Vivo foi anunciado em 30 de outubro de 2013, a empresa Master seria a parceira da Veotex na instalação das 32 câmeras. Porém, a empresa hoje alega apenas apoiar o projeto que é do governo do estado. Em nota, a Master afirmou que “O projeto que está sendo implantado é o Olho Vivo da PMMG, conforme Pregão 1250107 34/2013 do ano de 2013, de responsabilidade da Veotex”.
Por sua vez a Veotex diz não poder disponibilizar detalhes sobre o processo de instalação. De acordo com o gerente operacional da empresa, Alex Frois, a única informação que eles poderiam repassar para a nossa reportagem é que a Veotex esta realizando a implantação do Olho Vivo na cidade, e que o projeto já está em andamento.
Entre promessas feitas e descumpridas, até o prefeito Vladimir Azevedo não tem uma data estabelecida para o início da operação do programa. “É um projeto que a gente quer para agregar segurança à cidade, com 32 câmeras, a partir de meados deste ano”, disse. Segundo a assessoria de comunicação da Prefeitura, o atraso aconteceu devido a um impasse do convênio entre o governo do estado de Minas e a Cemig, e que a licitação da empresa responsável pela instalação dos equipamentos foi feita pelo Estado.  Informou ainda que a Prefeitura é apenas parceira do projeto, e não a responsável pela instalação dos equipamentos.
De acordo com uma fonte que preferiu não se identificar, o atraso na entrega do projeto se deu após uma série de erros relacionados às licitações, empenhos e convênios exigidos para a conclusão do projeto. A fonte ressaltou que o programa já poderia estar em funcionamento se a Prefeitura tivesse liberado com rapidez um alvará para a instalação dos cabos subterrâneos, necessários para o funcionamento das câmeras. Entretanto, só há 15 dias o secretário de Trânsito e Transportes, Simonides Pereira Quadros, autorizou a liberação do documento.
A nossa reportagem entrou em contato com a assessoria da prefeitura para apurar a sua versão, porém, com o adiantado da hora, não foi possível obter resposta referente à liberação do alvará, de responsabilidade da Settrans.

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