sexta-feira, 9 de Novembro de 2012 03:39h Erik Ulysses

Olho Vivo, projeto da PM em pareceria com a ACASP, enfim sairá do papel

Até o final do mês será assinado em Divinópolis o contrato para a implantação das câmeras de segurança do projeto Olho Vivo. O fim da longa espera pela implantação do projeto é comemorado por diversas instituições da cidade, como a Polícia Militar, autora do projeto, e a ACASP, que trabalharam juntas desde a sua concepção.

 


O comandante da 7ª RPM, coronel Eduardo Campos, avaliou que a implantação do Olho Vivo em Divinópolis é a realização de um projeto antigo. Ele contou sobre a importância desses equipamentos para a cidade. “O Olho Vivo aqui para a cidade de Divinópolis já é um planejamento antigo nosso. Ele se faz necessário para  coibirmos a prática do crime, prevenir principalmente onde ele mais acontece. E onde ele mais acontece em Divinópolis é no centro e na região dos shoppings no Bom Pastor. Essas câmeras vão inibir essas pessoas e é onde também circulam mais dinheiro. Então se faz necessário esse equipamento nesses locais” falou.

 


Ele afirmou ainda que cidades do mesmo porte de Divinópolis, como Sete Lagoas, já contam com o equipamento. Para ele o ideal seria ter ainda mais câmeras, porém, com as 27 previstas os problemas criminais de Divinópolis já diminuirão. “Do projeto inicial, que foi começado com uma discussão na ACASP anos atrás, de 18 câmeras e hoje nós já temos um projeto aí de mais câmeras, possivelmente 27, que vão poder atender melhor ainda a população da cidade” disse.

 


O comandante ressaltou que o Olho Vivo é um projeto da Polícia Militar e que foi acolhido pela ACASP desde o início. “O Olho Vivo é um projeto da própria Polícia Militar, acampado pela ACASP. Porque a ACASP faz parte, e ela nos ajuda naquilo que as organizações pretendem fazer na área da segurança pública. Ela nos dá um aporte, ela faz as discussões e acaba assumindo para ela essa responsabilidade de tentar buscar o equipamento da parte governamental. Seja politicamente, da forma que conseguir, ou até mesmo com o apoio da sociedade civil” contou.
O comandante Eduardo explicou que a ACASP ainda atuou como uma espécie de catalisador de recursos, buscando somar esforços juntamente aos órgãos públicos, e a políticos para a liberação de verbas. “A ACASP atuou para tentar somar esforços entre os órgãos, entre os políticos e a sociedade civil, que será necessário. Porque para a implantação do Olho Vivo, necessariamente, a prefeitura municipal tem que apoiar” afirmou.

 


O presidente da ACASP, José Vitor Batista de Freitas, comemorou o fim da longa espera pela implantação do Olho Vivo. “Está chegando ao fim a nossa batalha. Deram quase cinco, seis anos que estamos trabalhando e agora em definitivo vai ser feito a assinatura do contrato até o final do mês. E parece que agora chegamos a uma situação que realmente vai realizar o Olho Vivo em Divinópolis” festejou ele.

 


O secretário de Estado de Defesa Social de Minas Gerais, Rômulo Ferraz, ratificou na tarde de terça-feira em Belo Horizonte, a implantação do projeto em Divinópolis. O projeto conta com 2 milhões de reais para que saia do papel, sendo um milhão da esfera federal e um milhão da esfera estadual.

 


Do montante proveniente da esfera federal, 500 mil reais tiveram origem de uma emenda parlamentar do deputado federal Jaime Martins. Para o deputado essa é mais uma conquista para as forças de segurança da cidade. “Ao longo do tempo, temos trabalhado pelo fortalecimento das forças de segurança de Divinópolis e região. Estamos juntos com as lideranças políticas, civis e de segurança da cidade trabalhando por essa ação e o anuncio de assinatura do convênio é motivo de alegria. Tivemos reuniões em Brasília com a Secretária Nacional de Segurança Pública e também junto aos órgãos do Governo do Estado de MG. Aloquei recursos no orçamento da união para esse projeto e espero em breve, passado o processo licitatório e demais etapas burocráticas, ver as ruas e bairros de Divinópolis monitorados, garantindo segurança para toda a população e maior efetividade e êxito nas ações das policias civil e militar”, avaliou Jaime.

 


Apesar da verba já estar encaminhada ainda existe uma parte burocrática para ser percorrida até a instalação das câmeras. Desde a assinatura dos convênios, licitação e compra dos equipamentos, passando pela liberação da própria verba. Os convênios serão assinados até o final do mês e a instalação deverá ocorrer no ano que vem.

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