terça-feira, 7 de Julho de 2015 10:35h Atualizado em 7 de Julho de 2015 às 10:37h. Pollyanna Martins

ONG “Socorro aos Anjos Indefesos” pede ajuda para saldar dívida com clínica veterinária

Atualmente, oito cães estão internados por meio da ONG na clínica e a dívida ultrapassou R$ 3 mil

A Organização Não Governamental (ONG) “Socorro aos Anjos Indefesos” está precisando da ajuda da população para saldar uma dívida de mais de R$ 3 mil com a Clínica Veterinária São Francisco. O projeto que começou em janeiro deste ano, após o resgate do cão Vitório, já atendeu mais de trinta cães, e todos foram enviados para receber atendimento na Clínica.
A primeira secretária da ONG, Catarina Maria da Silva, conta que Vitório apareceu na porta de sua casa com a pele machucada, o pênis mutilado e um espeto de churrasquinho atravessado no céu da boca. A secretária lembra que ficou desesperada com a situação que o cachorro se encontrava e chegou a acreditar que ele não passaria da primeira noite. “O Vitório foi espancado, ele teve algumas mutilações. Os antigos donos tentaram matá-lo três vezes, uma dessas vezes foi afogado. Eu o peguei na minha garagem todo espancado. O antigo dono injetava hormônio nele, para ele ficar forte, com isso deu o problema hormonal que é quando saem as feridas na pele dele”, conta.
O cão ficou cinco meses internado na Clínica. Foi então que Catarina criou o grupo em prol de Vitório e, com a ajuda de amigos, arcou com as despesas da Clínica, que ficaram em torno de R$ 3 mil. “A gente postou no Facebook o caso do Vitório e com as doações nós conseguimos quitar a dívida dele na Clínica. Depois disso, nós vimos a possibilidade de ajudar mais cães, com mais doações. Até porque é uma situação de saúde pública, de zoonoses, e a gente não tem suporte”. Após ter alta, o cão foi adotado, porém as feridas voltaram e a dona o devolveu para a ONG, pois não tinha condições de pagar o tratamento, e Vitório mais uma vez precisou de atendimento veterinário. “Ele está em tratamento em lar temporário. A gente faz consultas, e como ele está reagindo bem ao tratamento não precisa internar”, informa.

ONG
A ONG funciona há seis meses por meio de voluntários. Catarina explica que quando a organização é acionada, os voluntários vão até o local onde o cão se encontra, realizam o resgate e o levam para a Clínica para receber o primeiro atendimento. Após o diagnóstico dos veterinários, a ONG arca com os medicamentos e precisam encontrar um lar temporário, até que a adoção seja feita. “Hoje nós estamos com uma dívida muito alta, que já chegou a R$ 5 mil, mas com as doações abaixamos para R$ 3 mil. Uma grande parte desta dívida se deve ao cachorrinho Máscara, que os bichos comeram todo o olho dele vivo, só a cirurgia ficou em torno de R$ 750, teve a estadia e mais cães que estavam internados na Clínica”, relata.
O Centro de Referência de Vigilância em Saúde Ambiental (Crevisa) estima que dois mil cães vivam nas ruas de Divinópolis atualmente. De acordo com Catarina, várias campanhas são feitas nas redes sociais para arrecadar medicamentos, ração e dinheiro. Ela explica que todos os cães resgatados passam pelo atendimento veterinário na Clínica para receber o primeiro diagnóstico. “Tem uma média de oito cães que estão recebendo tratamento hoje. Seja do menor tratamento para identificar uma sarna, passa pela Clínica. Nós aplicamos as vacinas dos cães também, damos vermífugo, tudo o que a gente ganha é pouquinho, mas faz muita diferença”, ressalta.

 

DOAÇÕES
Outro item que é de grande utilidade para a ONG são os antibióticos para cães. As doações podem ser feitas no posto de coleta, que fica na Rua Rio Grande do Sul, n° 435, ou na lan house ao lado, n° 425 – nesse caso, procurar por Fernanda Andrade. Os depósitos em dinheiro podem ser feitos em uma conta temporária da Caixa Econômica Federal, agência 0113, operação 013, conta 47756-3, em nome de Catarina Maria da Silva. “A conta é provisória, porque nós estamos regularizando a ONG com o CNPJ, para abrirmos a conta da ONG, depois nós divulgaremos os novos dados. O pessoal pensa que é pouco, mas pra gente não é. De pouquinho em pouquinho, é o que a gente depende hoje”, conclui.

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