sexta-feira, 11 de Março de 2016 09:54h Pollyanna Martins

Operação Uai Phone é realizada em Divinópolis

A ação foi executada pela Polícia Militar, Polícia Federal, Receita Federal e Receita Estadual para combater o furto e roubo de celulares na cidade

A Polícia Militar (PM), Polícia Federal (PF), Receita Federal e Receita Estadual realizaram ontem (10) a operação Uai Phone em Divinópolis. A operação começou às 9h, para acompanhar a abertura das lojas, e o primeiro alvo da ação foi o Shopping Uai, no quarteirão fechado da Rua São Paulo, no Centro da cidade. De acordo com o capitão Douglas, a operação teve como objetivo combater o furto e o roubo de celulares, crime que cresce a cada dia no município. “Houve um aumento muito grande deste crime do último ano pra cá. Nós deflagramos a operação com o cumprimento de mandados de busca e apreensão em diversos pontos da cidade, sendo que o maior número de endereços se concentra no Shopping Uai”, explica.

 

 

 


Segundo o comandante do 23° Batalhão da Polícia Militar, Tenente Coronel Marcelo Carlos da Silva, há aproximadamente dois meses, a PM recebeu denúncias sobre locais que realizavam o comércio de celulares roubados em Divinópolis. Ainda de acordo com o comandante, outro fator que motivou a execução da operação foi o aumento de 70% no número de furtos e roubos de aparelhos celulares, comparando 2014 a 2015. “Obviamente que buscou-se verificar além dos celulares, procuramos outros produtos ilícitos de contrabando, e de descaminho, produtos importados sem a devida procedência legal”, informa. Participaram da operação 112 policiais militares, 15 policiais federais, 23 agentes da Receita Federal e seis agentes da Receita Estadual. Foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão, incluindo lojas e residências, nos bairros Paraíso, Padre Eustáquio, Jusa Fonseca, Porto Velho, Walquir Resende, São Sebastião, Jardim Alterosa e no Centro.

 

 

 


Os principais alvos da ação no shopping foram as lojas especializadas em eletrônicos, porém, demais lojas foram fiscalizadas pela Receita Estadual e Receita Federal. Conforme o Delegado da Receita Federal de Divinópolis, Marcos Paulo Pereira Milagres, durante a operação planejada pela Polícia Militar, a Receita Federal localizou e apreendeu as mercadorias suspeitas de crime de descaminho e contrabando. “Os materiais são dos mais variados tipos de produtos importados, sem estarem acobertados pela devida documentação fiscal de importação”, detalha. As mercadorias apreendidas foram encaminhadas para o depósito da Receita Federal. Ainda de acordo com o delegado da DRF/DIV, os donos dos produtos terão até o dia 14 de março para apresentarem a documentação da mercadoria. “Se não apresentarem a documentação, as retenções serão convertidas em pena administrativa de perdimento, ou seja, as mercadorias estarão perdidas em favor da União e passíveis da destinação de acordo com a legislação pertinente”, explica.

 

 

 


DESTINO DAS MERCADORIAS
Foram apreendidas quatro toneladas de produtos durante a operação, avaliados em aproximadamente R$ 120 mil. Entre as mercadorias apreendidas, estão: bebidas, celulares, relógios suspeitos de serem produtos de receptação, óculos, aparelhos eletroeletrônicos, roupas, medicamentos, suprimentos de informática, entre outros produtos. Segundo Marcos Paulo, caso os donos dos produtos não apresentem a documentação necessária, a mercadoria poderá ser destruída, ou doada para instituições filantrópicas. “O dono da mercadoria teve a opção de apresentar a documentação no momento da auditoria, e alguns apresentaram, então não tiveram a mercadoria retida. Quem não tinha a documentação fiscal para apresentar naquele momento, foi dado esse prazo até o dia 14 [de março] para que apresente em Belo Horizonte, se apresentar [a documentação], a mercadoria será devolvida, se não apresentar, então será aplicada a pena de perdimento”, afirma.

 

 


PRISÃO
De acordo com o comandante do 23° Batalhão, ninguém foi preso e nenhum comerciante resistiu à ação. O delegado da Polícia Federal, Daniel Fantini, será instaurado um inquérito policial após o término do procedimento fiscal, com o procedimento das mercadorias que não forem justificadas. “Será instaurado um inquérito policial para apurar a conduta dessas pessoas nos crimes de descaminho e contrabando, conforme os resultados apresentados pela Receita Federal”, esclarece. Ainda segundo o delegado, ao final do inquérito instaurado, o comerciante que não comprovar a documentação da sua mercadoria poderá ser preso. “Nós vamos aguardar a conclusão do auto de infração da Receita Federal e, após isso, o prazo para a conclusão do inquérito é de 30 dias. Durante esse período, os responsáveis pelos boxes ou pela mercadoria serão chamados para prestarem esclarecimentos na Polícia Federal”, informa.

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