quarta-feira, 7 de Setembro de 2016 11:00h Jotha Lee

Oposição a Torquato falsifica pedido de renúncia do candidato

PSOL ainda não sabe se apresentará substituto após indeferimento de candidatura a prefeito

O indeferimento da candidatura a prefeito do empresário Jorge Torquato, publicado na segunda-feira pelo juiz Marcelo Paulo Salgado, titular da 102ª Zona Eleitoral, expôs o racha interno que existe dentro do PSOL em Divinópolis. Há 12 anos filiado ao partido, Torquato tem sido o candidato da legenda em todas as eleições, entretanto, em 2010 foi pego pela Lei da Ficha Limpa, em razão de uma doação feita à sua campanha para deputado. A doação veio da Central Pré-Moldados, de propriedade de Jorge Torquato, que segundo levantamento da Justiça Eleitoral, não possuía faturamento de acordo com o balanço apresentado.

Esse a ano, apesar da condenação, Torquato foi indicado candidato a prefeito pela convenção do partido, porém o Ministério Público Eleitoral pediu a impugnação de sua candidatura, com base na sentença de 2010. O juiz acatou o pedido do MP e indeferiu o pedido de registro do candidato, com base na Lei da Ficha Limpa. Na tarde de segunda-feira, Jorge Torquato apresentou o seu pedido oficial de renúncia, após a publicação da sentença.

O racha dentro do PSOL foi exposto com um pedido de renúncia em nome de Jorge Torquato apresentado por um grupo que faz oposição ao empresário dentro do partido. Ontem Jorge Torquato disse que essa oposição não passa de um pessoal mal intencionado. “Eles entregaram um pedido de renúncia sem firma reconhecida e não havia testemunha. Isso não tem nenhuma validade”, afirmou. “O que tem validade é o meu pedido de renúncia feito ontem [segunda-feira]. Tem assinatura, firma reconhecida, tudo certinho”, frisou. “O que aconteceu antes foi algumas pessoas querendo puxar meu tapete dentro partido. Agora que eu renunciei oficialmente, é que o partido vai discutir o que será feito”, acrescentou.

 

SUBSTITUTO

 

Jorge Torquato disse que continua presidente da Comissão Provisória do PSOL e explicou que ainda não está definido se haverá substituição do candidato a prefeito. “Agora é que nós vamos discutir se o Mário [Oliveira, atual candidato a vice] vai substituir ou se nós vamos sair só com chapa de vereadores. Há possibilidade até da minha esposa, a Ana [Torquato], assumir a candidatura”, garantiu.

Jorge Torquato evitou falar em falsificação, mas deixou claro que o grupo que faz oposição ao seu comando no PSOL levou um documento de renúncia à Justiça Eleitoral sem o seu conhecimento.”Eles me atropelaram e levaram um documento à Justiça totalmente incompleto. Levaram um documento em um papel de pão, porque eles não sabiam como fazer”, alfinetou.

Jorge Torquato diz que o partido tem dez dias para substituir o candidato, porém isso ainda depende de uma discussão interna. “Ainda não tem nada definido, vamos discutir isso agora”, salientou. Para Jorge Torquato, o documento falsificado com pedido de renúncia encaminhado à Justiça Eleitoral, partiu de pessoas inescrupulosas. “Sempre tem pessoas inescrupulosas que querem levar vantagem em tudo, que não têm ideologia e não há a mínima chance de ser feita alguma coisa contra o Torquato dentro do PSOL, porque eu sou a cara do PSOL”, acrescentou.

Jorge Torquato afirmou ainda que conseguiu sua intenção, que era não sair da mídia. “Em 2018 eu volto forte e em 2020 vou ser prefeito de Divinópolis. Eu não vou ser o melhor prefeito de Divinópolis, vou ser o melhor do Brasil”, finalizou.

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