sábado, 30 de Janeiro de 2016 05:15h Pollyanna Martins

Ordem Hospitaleira permanece no HSJD

A decisão foi tomada durante uma reunião, realizada nessa quinta-feira (28) entre o representante da ordem, Vitor Lameiras, e o Ministério Público

A Ordem Hospitaleira vai continuar no Hospital São João de Deus. A decisão foi tomada nessa quinta-feira (28), durante uma reunião com o representante da ordem, Vitor Lameiras, e o Ministério Público. Segundo o promotor público, Sérgio Gildin, foram apresentados para o representante da ordem os compromissos que foram assumidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) com o hospital, pagamento de créditos que o hospital tem direito, e o novo contrato que a instituição fez com o SUS. Com este novo contrato, o hospital não terá lucros, mas também não terá prejuízos. “O atual contrato é deficitário. Com o novo contrato, o hospital não teria lucros, mas também não teria prejuízos”, explica.

 


A Superintendente Regional de Saúde, Gláucia Sbampato, disse em entrevista ao Gazeta do Oeste, na última terça-feira (26), que a saída da Ordem Hospitaleira do hospital não teria impacto financeiro, mas sim um impacto religioso/cultural. O promotor alegou que a Ordem Hospitaleira havia pedido para deixar o hospital, e o fechamento da instituição, pois com o antigo contrato o hospital não crescia. “Apesar de ter tido uma melhora financeira no hospital, essa melhora ainda trazia déficit operacional para o hospital. A melhora diminuiu a velocidade do endividamento, mas a dívida continuava existindo, e eles [a ordem] não queriam isso. O hospital continuava se mostrando inviável e morrendo”, detalha.

 


O promotor admite que iria acatar ao pedido da saída da Ordem Hospitaleira e, com isso, a extinção da Fundação Geraldo Corrêa seria executada. Segundo Sérgio, em razão das informações que foram repassadas para Vitor Lameiras, e de um representante dos médicos ter afirmado que a tendência era retomar os atendimentos, ficou decidido a permanência da Ordem Hospitaleira no hospital. “É menos um fato que possa causar estranheza, ou má compreensão, eles [ordem hospitaleira] vão permanecer no conselho curador”, afirma. A assessoria de imprensa do HSJD confirmou a informação, e informou ainda que a Ordem Hospitaleira permanecerá em Divinópolis responsável pela Pastoral, Humanização e Voluntariado e pela Capela da instituição.

 

 


INTERVENÇÃO
Há mais de um ano em intervenção, o hospital é administrado atualmente pela Dictum. Com setores que foram fechados e reabertos durante este período, hoje, a urologia, cardiologia vascular, hemodinâmica e pediatria ambulatorial da instituição estão paradas. De acordo com o promotor, caso o hospital consiga se reerguer com o novo contrato feito com o SUS, a intervenção terá fim e a Dictum deixará a administração do hospital. “Se em razão deste novo modelo financeiro para o hospital, com o aporte dos novos recursos, e o contrato, tudo estiver devidamente nos trilhos, e o hospital estiver caminhando bem, assim que isso ocorrer, o Ministério Público vai levantar a intervenção. Os poderes são restituídos ao conselho curador, para continuar normalmente o hospital”, explica.

 

 


O promotor garante que a intervenção pode acabar antes de completar dois anos. Segundo Gildin, caso o hospital consiga se recuperar antes do prazo estabelecido. a intervenção termina antes do prazo estipulado pelo Termo de Ajustamento de Conduta. “O hospital estava totalmente paralisado em 2013 e essa foi a razão da intervenção. O que paralisa o hospital é a falta de pagamento dos médicos, a falta de estrutura, e isso é devido a falta de recursos que o hospital tinha. A tendência é que todos os serviços paralisados voltem à normalidade e se mantenham regulares, esse é um dos objetivos da intervenção. A Dictum administrou um hospital falido”, ressalta.

 

 


Caso este novo plano, elaborado para dar fôlego ao hospital, não traga resultados, o promotor não descarta o fechamento da instituição. “Se não for cumprido este acordo, o hospital fecha, ou outra alternativa que possa surgir. Nós estamos ainda com outras pessoas interessadas em administrar o hospital e as conversas prosseguem, independentemente dessa situação atual, porque elas não alteram o quadro”, afirma.

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