quinta-feira, 18 de Junho de 2015 12:55h Atualizado em 18 de Junho de 2015 às 12:58h. Mariana Gonçalves

Paciente foge da UPA para pedir socorro

A situação do auxiliar de serviços gerais Altair de Oliveira, recentemente esteve entre os assuntos noticiados pela equipe de reportagem da Gazeta do Oeste

No entanto, na manhã de ontem, Altair chegou até a sede do jornal alegando que havia fugido da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Padre Roberto para pedir socorro aos órgãos de comunicação da cidade.

Aguardando uma cirurgia ortopédica há quase 20 dias, o auxiliar de serviços gerais diz que o atendimento na UPA não é tão bom quanto o prefeito de Divinópolis, Vladimir Azevedo, tem feito questão de mostrar aos munícipes. “Estou com uma ruptura no ombro que pode até me fazer perder o braço. Dói muito, vivo a base de remédios lá na UPA, fugi para procurar socorro porque sempre falam que meu nome está numa lista de espera para cirurgia, mas já faz dias que espero a minha vez nessa lista e nada de chegar”, desabafa.

Altair denuncia que nas dependências da Unidade faltam leitos para os pacientes, e diz ainda que diversas pessoas com braço, perna e outros membros quebrados são obrigados a aguardar longas horas para atendimento. “No meu caso, por exemplo, nem previsão de cirurgia tem, lá a noite não tem lugar suficiente para os pacientes dormirem. Além disso, estou comprando remédio com dinheiro do meu bolso, sou uma pessoa que não tem muitas condições, inclusive minha família está passando dificuldades em casa, está sendo muito difícil”, relata.

INTERNAÇÃO

A assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) nos encaminhou uma nota, na qual afirma que as denúncias feitas por Altair não procedem da forma como o mesmo tem alegado.

Segue trecho da nota: “O paciente em questão deu entrada na UPA Padre Roberto no dia 30 de maio em função de ter tido uma queda de bicicleta sofrendo trauma em ombro direito. O usuário queixava-se de dor a palpação da articulação acromioclavicular e clavícula. Foi submetido, então, ao exame de RX e passou por uma redução incruenta da fratura. Foi medicado e inserido no SUS FÁCIL para que fosse encaminhado para internação hospitalar para dar continuidade ao seu tratamento e liberado para aguardar a vaga em casa. Queixando-se de dores, o referido paciente voltou a UPA Padre Roberto no dia 1º de junho e encontra-se lá sob os cuidados médicos e de enfermagem recebendo a medicação indicada ao seu caso enquanto aguarda vaga para internação. É necessário que se diga, por mais uma vez, que cabe ao município solicitar as vagas para a internação. A regulação, entretanto, é de responsabilidade do Estado que define para onde e quando o paciente será internado.”

Ainda de acordo com a nota, a UPA não é responsável pela falta de leitos. “Ela (UPA), sim, sofre as consequências pela desassistência na oferta de leitos hospitalares, via SUS, em Divinópolis e região. O que ocasiona o acúmulo de pacientes nesta unidade de saúde de Urgência e Emergência. A despeito desta situação, os profissionais de saúde que atuam na UPA Padre Roberto se esforçam para atender a todos e ninguém que vai até lá deixa de ser assistido. Reforçando o compromisso que os mesmos têm com a saúde e, acima de tudo, com a cidade.”

 

Crédito: Mariana Gonçalves

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