sexta-feira, 29 de Janeiro de 2016 08:42h Carina Lelles

Pai faz desabafo sobre assassinato do filho

Emocionado, o delegado aposentado, João Auto da Costa Filho, fala sobre a notícia de que o filho, João Henrique Antunes da Costa, de 40 anos, assassinado na madrugada de segunda-feira, possuía passagem criminal por estelionato

De acordo com João Auto, a informação foi equivocada. “Acredito que foi um equívoco muito grande de quem divulgou a informação. A gente lamenta isso e buscamos em todas as repartições que não consta nada disso contra ele. Ele sempre foi muito ligado a mim e sempre soube que não havia nada disso, mas resolvi buscar provas para poder reparar este erro. Ele foi mesário na Justiça Eleitoral e não pode haver nada contra para exercer essa atividade”, afirma o pai.
Com documentos, o pai mostra que, em 2010, João Henrique, que era advogado, acompanhou uma cliente até a Delegacia para prestar queixa sobre um golpe de estelionato. No caso, a cliente “emprestou” o nome à amiga para abrir uma loja e a amiga passou a praticar golpes com o nome da cliente. No Boletim de Ocorrência, fica especificado que João Henrique era o advogado do caso.
Em outro Boletim de Ocorrência envolvendo o nome de João Henrique, foi em abril do ano passado quando ele teve o carro roubado na comunidade da Prata de Cima, zona rural de São Gonçalo do Pará. Estas, segundo João Auto, foram as duas ocorrências policiais envolvendo o nome do filho. “A dor de perdê-lo já é demais e ler que meu filho foi taxado de estelionatário machucou muito a família e todos que o conheciam. Vamos tomar uma medida judicial. Ele está morto e não pode se defender, mas eu como pai vou lutar de toda forma contra os que disseram o que ele não é”, desabafa.
O advogado da família, Mauro Nogueira, ressalta que João Henrique trabalhou no escritório dele por mais de dois anos e nunca chegou um dia mal humorado. “Sempre respeitou os clientes. Quando vemos uma inverdade dessas, a gente fica indignado. A gente aconselhou a família a entrar com uma ação para quem disse isso que prove. Temos toda uma documentação provando o contrário”.

 

 

Veículo localizado
O carro em que João Henrique estava quando foi assassinado foi encontrado na tarde de terça-feira, próximo a São Sebastião do Oeste. De acordo com João Auto, os criminosos fizeram um esconderijo para o veículo. “Pela minha experiência como delegado, creio que eles deixaram o carro no local para buscar posteriormente. Eles trancaram o carro, mas levaram tudo o que podiam de dentro dele, até mesmo o documento”.
O veículo passou por perícia nesta quarta-feira e a única informação passada pela Polícia Civil é que havia marca de sangue dentro do veículo. A reportagem conseguiu informações de que as investigações estão adiantadas e câmeras de vigilância podem ajudar na solução do caso.

 


Entenda o caso
O corpo do advogado João Henrique foi encontrado na MG-050 com três perfurações de arma de fogo na nuca. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o resgate foi acionado na madrugada de segunda-feira, por um homem que passou pelo local e viu o advogado caído na rodovia. O homem disse aos bombeiros que pensou que a vítima tivesse sido atropelada.
Ao chegar ao local, os bombeiros constataram que João estava morto e que apresentava perfurações de arma de fogo na nuca. A perícia técnica da Polícia Civil foi acionada e constatou três perfurações.

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